"A Chegada de um Comboio à Cidade"

12 de Julho a 22 de Julho | Porto

Um clássico, dizem, é um texto que ainda não acabou de dizer o que tem a dizer. É uma espécie de conversa inacabada, como aquela que o dramaturgo e encenador Luís Mestre tem mantido com algumas obras do repertório dramático universal, de que são exemplo Agora Sou Medeia (2010) e Do Precipício Tempestuoso de Ricardo III (2013). Depois de Eurípides e de Shakespeare, Luís Mestre olha agora para Quando Nós, os Mortos, Despertarmos (1889), peça de Henrik Ibsen que começa com uma personagem a dizer o indizível: “Talvez seja possível ouvir o silêncio.” A Chegada de um Comboio à Cidade apropria-se desta obra do dramaturgo norueguês, mas estamos perante uma apropriação livre, longe dos fiordes e dos parques com árvores antigas e frondosas que emolduram o drama de Ibsen. A Chegada de um Comboio à Cidade acontece numa cidade vertical e tecnológica, no interior de um arranha-céus frio e autossuficiente, lugar de onde se avista “a opressão, o apagamento e o tédio profundo provocados pela sociedade de produção e multitasking”. Para Luís Mestre, o diálogo com os clássicos não é um diálogo cerimonioso com os mortos, mas uma conversa viva com todos aqueles que ainda não acabaram de dizer o que têm a dizer.

 

texto e encenação

Luís Mestre

 

interpretação

Ana Moreira, Sílvia Santos, Tânia Dinis e/and Luís Mestre

 

coprodução

Teatro Nova Europa, TNSJ

 

apoio

Teatro Íntimo

Língua Gestual Portuguesa

22 jul dom 16:00

 

Qua+ sáb 19:00

Qui+sex 21:00

Dom 16:00

 

Teatro Carlos Alberto

deixe-nos o seu comentário
voltar
em destaque
últimos podcasts
Pré Visão - 17 de Julho de 2018
GPS - 17 de Julho de 2018
A Bola é nossa - 17 de Julho de 2018
Blê Blê Blê - 17 de Julho de 2018
Universo Paralelo - 17 de Julho de 2018
os nossos ouvintes
powered by hojenet © Copyright Rádio Nova 2016 - Todos os direitos reservados