A Casa da Música, no Porto, vai retomar os concertos no dia 01 de junho, apenas numa Sala Suggia de lotação limitada, com uma programação redesenhada para se adequar ao momento atual e entradas livres todo o mês.
A Casa da Música optou "pelas medidas mais restritivas", que implicam uma "redução drástica da lotação da sala", uma obrigatoriedade do uso de máscara, dois metros de distanciamento social e material de desinfeção pelo espaço da instituição.
Ao nível dos músicos, há limitações no que diz respeito ao número permitido em palco, para cumprir as normas de distanciamento social, e ainda restrições ao nível dos intérpretes estrangeiros que podem não conseguir deslocar-se até ao Porto, levando a que, entre outras razões, a programação tenha sido refeita, a começar, no dia 01, com um concerto da Orquestra Barroca, que vai interpretar peças de William Corbett, Wilhelmine von Bayreuth, Henry Purcell, Antonio Vivaldi, John Blow e Pedro Jorge Avondano.
A lotação da Sala Suggia, que tem capacidade para mais de 1.200 pessoas, "não vai ultrapassar muito as 200", com a distância de dois metros para os demais espectadores, havendo exceções para quem partilhe residência.
No dia 06 de junho, a Orquestra Sinfónica do Porto, sob direção do maestro titular, Baldur Brönnimann, vai interpretar o Concerto para clarinete de Aaron Copland e a Sinfonia n.º 29 de Mozart.
No dia 07, são retomados os espetáculos do Serviço Educativo, com "Ritmo Trópico", agora na Sala Suggia, ficando ainda por delinear medidas adicionais para os eventos que envolvam crianças, como salientou António Jorge Pacheco, aguardando pelas normas provenientes da Direção-Geral da Saúde e do Governo.
Até ao fim do mês, a Casa da Música vai receber, entre outros, o Quarteto de Cordas de Matosinhos (dia 09, com Shostakovich e Ravel no programa), o Remix Ensemble (dia 13, sob direção do maestro titular, Peter Rundel), mais duas atuações da Sinfónica (dias 20 e 27), para além de vários concertos de novos talentos.