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Steven Seagal e Jeffrey Tambor acusados de assédio sexual

As acusações contra figuras de Hollywood no contexto pós-Weinstein continuam. Depois de Julianna Margulies, a estrela de The Good Wife, ter contado à rádio por satélite Sirius XM que Steven Seagal a tinha assediado sexualmente em audições para papéis em filmes, bem como outras acusações da também actriz Rae Dawn Chong e da repórter televisiva Lisa Guerrero, o actor de filmes de acção que foi grande no final dos anos 1980 e início dos anos 1990 e hoje é cidadão russo, volta a ser acusado de assédio.

Desta vez, é Portia de Rossi, actriz de Ally MacBeal Arrested Development, bem como a esposa da cómica e apresentadora Ellen Degeneres, que, no Twitter, escreveu sobre um processo de audição que culminou no escritório de Seagal. Rossi conta que Seagal lhe explicou o quão "importante" era terem "química fora do ecrã", e procedeu a abrir o fecho das calças de cabedal. A actriz fugiu de imediato, diz, e ligou à agente, que lhe disse, "imperturbável", que "não sabia se ele era o tipo dela".

Não foi o único acusado da semana. Van Barnes, uma actriz e produtora transgénero que apareceu em I Am Cait, o reality show de Caitlyn Jenner, escreveu num post privado de Facebook que Jeffrey Tambor, de quem tinha sido assistente, tinha agido de forma imprópria com ela. Tambor, que faz de pai da personagem de Portia de Rossi em Arrested Development, é o protagonista de Transparent, a série da Amazon sobre o outrora patriarca de uma família que se assume como mulher transgénero já depois da reforma. Tambor assume-se como aliado da comunidade transgénero e Transparent é uma série conhecida pela atenção às questões de género.

Terá sido durante a rodagem da série que o actor a assediou, o que levou a Amazon Studios, cujo cabecilha, Roy Price, se demitiu, em Outubro, por causa de acusações semelhantes, a lançar uma investigação sobre o caso. Ao site Deadline.com, Tambor disse, referindo-se a Barnes como sua "antiga assistente descontente", "rejeitar inflexível e veementemente todas e quaisquer implicações e alegações" de que alguma vez se tenha "envolvido em qualquer comportamento impróprio para com esta pessoa ou qualquer outra pessoa com quem tenha trabalhado".

Jill Soloway, que criou a série, disse num comunicado citado pelo mesmo site que "qualquer coisa que diminuísse o nível de respeito, segurança e inclusão que é tão fundamental para o nosso local de trabalho é completamente antitético aos nossos princípios".

10 de Novembro de 2017 | via: publico.pt
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