A defesa voltou a ser o pecado capital do Benfica

13 de Setembro de 2017 | por Público
A defesa voltou a ser o pecado capital do Benfica

A nível interno, os erros vão sendo camuflados pela qualidade que Rui Vitória tem do meio-campo para a frente, mas na Liga dos Campeões, mesmo frente a adversários de classe média, as falhas pagam-se caro. O início de época sofrível do Benfica ganhou novos contornos com uma entrada em falso na Champions, num jogo no qual ficaram claras as fragilidades defensivas dos benfiquistas. Perante um CSKA Moscovo que mostrou ser um rival acessível, os “encarnados” colocaram-se em vantagem com um golo de Seferovic, mas com uma decisão polémica do árbitro e um erro dos centrais benfiquistas os russos saíram de Lisboa com uma importante vitória, por 1-2.

Quatro dias depois de uma desinspirada exibição contra o Portimonense, Vitória mexeu na defesa, no meio-campo e no ataque, mas os problemas já vistos neste início de época repetiram-se: mesmo sem beneficiar de grandes oportunidades de golo, o CSKA aproveitou as falhas na defesa do Benfica para garantir três pontos que podem ser decisivos nas contas finais do Grupo A. Com Grimaldo, Filipe Augusto e Salvio de regresso ao “onze”, a partida começou com um aparente ascendente russo — três remates nos primeiros cinco minutos —, mas rapidamente se percebeu qual seria o filme da partida: muita posse de bola do Benfica, mas a circular quase sempre longe da baliza defendida por Akinfeev.

Perante uma equipa russa com três centrais e pouco disposta a correr riscos, o Benfica furou o muro defensivo moscovita com um passe teleguiado de Pizzi, que Salvio não soube aproveitar. Sem soluções, a estratégia passou a ser remates de longa distância: Zivkovic (25’) e Grimaldo (37’). Em cima do intervalo, Seferovic caiu na área e reclamou penálti, mas o espanhol Undiano Mallenco nada assinalou.

O início da segunda parte parecia trazer boas notícias para os benfiquistas. Aos 48’, Seferovic cabeceou com perigo e, apenas dois minutos depois, a melhor jogada benfiquista resultou em golo: Grimaldo desmarcou Zivkovic, o sérvio cruzou e Seferovic, mais uma vez no primeiro poste, desviou para o fundo da baliza. Após dois jogos sem marcar, o suíço fazia o quinto golo em sete jogos.

A vantagem fez bem ao Benfica, que acentuou o domínio nos minutos seguintes, mas num ápice o jogo desmoronou-se. Aos 61’, Wernbloom obrigou Varela a uma boa defesa, mas na sequência da jogada um remate russo embateu no braço de André Almeida e Mallenco, desta vez, marcou penálti. Vitinho aproveitou para fazer o empate. Vitória reagiu trocando Jonas por Jiménez, mas quase de imediato o CSKA passou para a frente: Varela fez uma grande defesa, os centrais do Benfica não reagiram e Zhamaletdinov, que tinha entrado pouco antes, marcou.

A partir daí, o CSKA trancou a porta. Com uma vantagem caída do céu, os russos abdicaram de atacar e o Benfica, com muita gente na frente (Gabriel Barbosa entrou para o lugar de Grimaldo) mas sem qualquer critério, apenas aos 90’ (Seferovic) voltou a assustar Akinfeev.

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