Terror voltou a Nova Iorque. Autoridades encontraram nota de ligação ao Daesh

01 de Novembro de 2017 | por Público
Terror voltou a Nova Iorque. Autoridades encontraram nota de ligação ao Daesh

Uma carrinha pick up alugada entrou por uma ciclovia na baixa de Manhattan matando, pelo menos, oito pessoas e ferindo mais uma dezena. As autoridades nova-iorquinas informaram que o condutor, de 29 anos, foi baleado no abdómen, tendo ficado em estado grave e levado para um hospital sob custódia policial. O mayor Bill de Blasio considerou a situação como um “acto terrorista cobarde”. Horas mais tarde, uma fonte ligada à investigação adiantou à CNN que terá sido encontrada uma nota do condutor dentro do veículo a dizer que actuou em nome do Daesh.

O comissário da polícia de Nova Iorque, James O’Neill, revelou que o condutor “fez uma declaração” depois de atropelar as vítimas, o que levou as autoridades a anunciar esta situação como um acto de terrorismo. Esta informação parece também confirmar testemunhos de que o atacante gritou Allahu Akbar ("Deus é grande" em árabe), quando saiu da carrinha.

“Ele parecia muito calmo”, disse John Williams, um estudante de 22 anos que testemunhou o incidente, aos jornalistas e citado pela Reuters. Williams afirmou ainda que ouviu cinco tiros antes de assistir à detenção de um homem com “cabelos encaracolados”.

O suspeito, cuja identidade não foi divulgada pelas autoridades, carregava uma arma de paintball e uma espingarda de chumbo. No entanto, a polícia não confirmou os disparos para além daqueles efectuados pelos agentes que acorreram ao local.

Apesar de ainda não ter sido oficialmente identificado, vários órgãos de comunicação social norte-americanos dizem que o atacante é Sayfullo Habibullaevic Saipov, originário do Uzbequistão e que chegou aos EUA, em 2010.

Depois de atropelar vários peões e ciclistas, a carrinha acabou por embater num autocarro escolar, ferindo dois adultos e duas crianças.

O governador nova-iorquino, Andrew Cuomo, explicou que não existem provas de que houvesse um plano mais alargado do que este atropelamento, apontando para que o condutor tenha agido sozinho: “A nova táctica terrorista, que eles realizam para publicidade, são estes lobos solitários que cometem um acto de terror”, disse. “Não há provas que sugiram um plano maior ou esquema mais alargados”, esclareceu Cuomo.

O Presidente Donald Trump reagiu no Twitter: "Em Nova Iorque, parece que houve mais um ataque de uma pessoa doente e perturbada. As autoridades estão a seguir o caso de perto. Não nos EUA". Depois, numa segunda declaração na mesma rede social, Trump apontou ao Daesh apesar de as autoridades não terem ainda relacionado a autoria do ataque ao grupo jihadista: "Não devemos deixar o Daesh voltar ao (ou entrar no) nosso país depois de os derrotarmos no Médio Oriente e noutros locais. Já chega."

Michael Corbin relatou também à CNN que ouviu tiros: “Nós estávamos a assistir uma vítima, levando-a para uma maca, e, nesse momento, ouvimos tiros. Lembro-me de ouvir cinco disparos numa sucessão rápida e um agente dirigiu-se imediatamente para a direcção de onde ouvimos o barulho”.

Por sua vez, Ramon Cruz relatou ao canal norte-americano o estado de espírito do suspeito: “O que eu vi foi o condutor – ele não parecia estar a sangrar”, disse. “Ele estava a arrastar o pé. E parecia frustrado, em pânico, confuso. As pessoas estavam a passar por mim a correr e a dizer: ‘Ele tem uma arma. Ele tem uma arma’. Eu não vi nenhuma arma”, referiu ainda.

“Nós fomos testados anteriormente como cidade muito perto do local da tragédia de hoje [ontem]. E os nova-iorquinos não baixam a cara neste tipo de acções. Vamos responder como sempre fizemos. Vamos ser firmes”, declarou Bill de Blasio, referindo-se à zona onde outrora estava o World Trade Center, apenas a alguns quarteirões do local onde ocorreu o ataque desta terça-feira. “Nós sabemos que esta acção tinha a intenção de quebrar o nosso espírito. Mas também sabemos que os nova-iorquinos são fortes. Os nova-iorquinos são resilientes e o nosso espírito nunca será alterado por um acto de violência que pretende intimidar-nos”, conclui o mayor de Nova Iorque.

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