Benfica não saiu do zero em Old Trafford

01 de Novembro de 2017 | por Público
Benfica não saiu do zero em Old Trafford

Ao quarto jogo, o Benfica continua sem sair do zero na Liga dos Campeões, mas Old Trafford não foi o fim da linha para os “encarnados” na prova. Apesar de ter realizado uma exibição positiva nos primeiros 45’, os lisboetas sofreram um golo infeliz em cima do intervalo e na segunda parte o Manchester United soube gerir a partida com mestria.

Um golo na própria baliza de Svilar - realizou uma excelente exibição - e uma grande penalidade convertida por Blind garantiram a José Mourinho os três pontos e quase o xeque-mate europeu a Rui Vitória: a vitória do CSKA na Suíça mantém os “encarnados” com hipóteses, embora remotas, de chegaram aos “oitavos” da “Champions”.

Quando o “onze” do Benfica foi conhecido, havia apenas uma meia-surpresa nas escolhas de Vitória. Como esperado, Jardel não precisou de muitos treinos para mostrar que Lisandro só será opção quando não existir alterativa; Douglas jogou na direita, por que só havia Douglas; Fejsa e Pizzi fizeram companhia ao “intocável” Filipe Augusto. Até aqui, tudo dentro da lógica de Vitória.

Menos expectável, foi o repetir da receita do primeiro duelo com os “red devils” no ataque: Jonas ficou no banco e Jiménez voltou a ser titular na Champions. Porém, o aquecimento trouxe um contratempo para os planos de Vitória: Filipe Augusto lesionou-se e Samaris teve que ir a jogo, saltando Zivkovic da bancada para o banco. Um bem nunca vem só, terão pensado muitos benfiquistas.

Coincidência ou não, com a troika Fejsa-Samaris-Pizzi o Benfica surgiu, em relação às últimas semanas, irreconhecível (para melhor) durante os primeiros 45’. Com uma entrada personalizada, os lisboetas causaram problemas a Mourinho, que apesar de já ter o apuramento praticamente garantido e de ter reencontro marcado com o Chelsea no próximo domingo, não fez grandes poupanças: o jovem escocês McTominay foi a grande novidade.

Com Pizzi a conseguir ser, outra vez, o motor benfiquista, na primeira dezena de minutos De Gea apanhou três sustos. Pelo meio, Douglas já tinha mostrado que ia ser presa fácil para Martial e, aos 14’, o brasileiro cometeu de forma infantil grande penalidade. Em noite de Halloween, a travessura de Douglas foi um doce para Svilar: o jovem guarda-redes defendeu o penálti de Martial e começou a justificar os elogios de Mourinho.

Quase na resposta, Diogo Gonçalves - exibição muito positiva - obrigou De Gea à primeira grande defesa, mas a partir daí o Benfica perdeu intensidade. Aos 30’, Lukaku voltou a fazer Svilar brilhar, mas em cima do intervalo o guarda-redes sofreu um golo que não merecia: Matic rematou de fora da área, a bola bateu no poste e tabelou nas costas de Svilar e entrou. Apesar da infelicidade, ainda antes do intervalo guarda-redes impediu com qualidade que Lukaku marcasse.

De forma inteligente, após o descanso o United geriu o ritmo e a partida baixou de qualidade. Apesar de Vitória não mexer tacticamente, o Benfica conseguia criar perigo através de individualidades - Diogo Gonçalves, aos 60’, e Jiménez, aos 65’ - mas aos 78’, Blind não desperdiçou o segundo penálti do jogo e colocou um ponto final. Só aí, Vitória arriscou (Jonas no lugar de Pizzi), mas já era tarde e as contas ficaram fáceis de fazer: para se manter nas provas europeias, o Benfica tem que vencer nas últimas duas jornadas e esperar que o United também derrote Basileia e CSKA.  

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