FC Porto soube sofrer e está mais perto dos oitavos-de-final

02 de Novembro de 2017 | por Público
FC Porto soube sofrer e está mais perto dos oitavos-de-final

Duas lesões musculares em jogadores do já limitado (em opções) sector atacante, muitas dificuldades colocadas pela qualidade do vice-campeão alemão, mas o FC Porto não fraquejou numa partida que era quase decisiva para as aspirações dos portistas na prova. Com um dos dois primeiros lugares do Grupo G da Liga dos Campeões praticamente entregue ao Besiktas, os “dragões” souberam contornar as contrariedades e ganharam vantagem na luta com o RB Leipzig e Mónaco por um lugar nos oitavos-de-final. Herrera deu vantagem aos anfitriões aos 13’, Werner empatou no início da segunda parte, mas no jogo 100 pelo FC Porto, Danilo recolocou aos portistas na frente. Já no período de descontos, Maxi, que tinha acabado de entrar, fez o 3-1 final.

Quinze dias depois de um acto falhado em Leipzig, onde Sérgio Conceição reconheceu que o FC Porto cometeu muitos erros, o técnico foi conservador ao repetir o “onze” que tinha somado bons resultados a nível interno (vitórias contra Paços de Ferreira e Boavista), mas audaz ao voltar a apresentar-se na Liga dos Campeões em 4x4x2. Após perder a batalha táctica com Senol Gunes na derrota no Dragão frente ao Besiktas, Conceição optou pelo 4x3x3 no Mónaco e em Leipzig, apostando num triângulo a meio-campo com Sérgio Oliveira ao lado de Danilo e Herrera. A receita resultou no Principado, mas fracassou na Alemanha. A viabilidade do 4x4x2 portista na “Champions” ficou, no entanto, por comprovar com a lesão madrugadora de Marega.

Com um início de jogo intenso, nos primeiros dez minutos as duas equipas mostraram que queriam aproveitar o empate na outra partida do grupo entre Besiktas e Mónaco (1-1) para ganhar pontos a todas as equipas, mas sem que qualquer dos guarda-redes tivesse sido realmente colocado à prova, o FC Porto, numa jogada que começou na última intervenção de Marega no jogo, colocou-se na frente. Apesar de já se ter queixado de problemas musculares na coxa, o maliano teve resiliência para fazer um sprint e ganhar um canto para os “azuis e brancos”, mas foi substituído por André André de imediato. A precisar de ganhar, mas sem alternativas no banco para formar com Aboubakar a dupla de ataque — Soares continua lesionado e Galeno não está inscrito —, Conceição teve que resgatar o 4x3x3.

O forçado recuo táctico acabou, no entanto, por não ser um problema. Após a troca de Marega por André André, Ricardo marcou o canto e após várias carambolas, a bola sobrou para Herrera que rematou em arco para o fundo da baliza alemã.

Com apenas uma alteração em relação ao primeiro duelo entre portugueses e germânicos — Bernardo substituiu Klostermann —, o técnico austríaco Ralph Hasenhüttl voltava a prescindir na Liga dos Campeões, ao contrário do que acontece na Bundesliga, do internacional Timo Werner, mas Bruma, Augustin, Sabitzer e Forsberg deram muito trabalho à defesa portista. Com uma boa reacção, o RB Leipzig assumiu o controlo do jogo e, no período de um minuto, esteve, por duas vezes, perto do empate: Marcano (20’) e José Sá (21’) seguraram a vantagem “azul e branca”. Aos 30’, Forsberg ainda colocou a bola no fundo da baliza, mas o avançado sueco estava em fora-de-jogo. Com dificuldades em sair para o ataque, o FC Porto foi para o balneário a necessitar de reajustar a estratégia perante o crescimento dos germânicos no jogo.

O início da segunda parte trouxe mais um motivo de preocupação para Sérgio Conceição: Timo Werner surgiu no lugar de Bruma. E o ponta-de-lança de 21 anos, que leva seis golos em oito jogos pela Alemanha, precisou de três minutos para mostrar no Dragão por que motivo é considerado uma das principais promessas do futebol germânico: após uma combinação entre Forsberg e Sabitzer, Werner surgiu isolado perante José Sá e, com enorme qualidade, colocou a bola por cima do guarda-redes português, restabelecendo o empate.

A igualdade tornou o jogo aberto e sem rumo definido. O RB Leipzig continuava a não abdicar de atacar, mas foram os “dragões” que ganharam novamente a dianteira. Após um primeiro aviso aos 60’, Danilo aproveitou mais uma bola parada para fazer de cabeça, no jogo 100 pelo FC Porto, o segundo golo nesta época. Ao alívio de Conceição por conseguir chegar novamente à vantagem, seguiu-se mais uma contrariedade: aos 71’, Corona saiu agarrado à coxa e foi substituído por Maxi. Em cerca de uma hora, dois avançados portistas ficavam KO por problemas musculares.

A troca acabou, no entanto, por revelar-se feliz. Após resistir à pressão germânica, o FC Porto fez o xeque-mate no período de descontos: uma assistência perfeita de Aboubakar isolou Maxi Pereira e o uruguaio ganhou o frente a frente com Gulácsi, fixando o 3-1 final.

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