26 casos de legionella em Lisboa

06 de Novembro de 2017 | por Público
26 casos de legionella em Lisboa

Continua a subir o número de casos de legionella, uma bactéria que vive em ambientes aquáticos naturais, como lagos, rios, águas termais e tanques. Desde o passado dia 31 de Outubro, no Hospital de São Francisco Xavier foram confirmados em laboratório 25. Um outro caso, com ligação epidemiológica àquele hospital, foi diagnosticado numa unidade de saúde privada.

A última actualização foi feita por volta das 18h deste domingo, em conferência de imprensa, pela nova directora-geral da Saúde, Graça Freitas: dos 25 doentes que passaram pelo Hospital de São Francisco Xavier, um já teve alta e os restantes mantêm-se internados. Um está no Hospital Pulido Valente, dois na unidade de cuidados intensivos do Hospital São Francisco Xavier e os outros no Hospital Egas Moniz.

Segundo explicou, o alarme soou na sexta-feira. Até às 20h30 tinham sido diagnosticados oito casos. Logo naquele dia, as entidades competentes reuniram-se e decidiram seguir duas linhas de investigação: uma virada para os doentes, outra para o ambiente, já que a infecção não passa de pessoa para pessoa, mas por via aérea (respiratória), através da inalação de gotículas de água (aerossóis) contaminadas com bactérias. 

Na sequência da investigação epidemiológica, recolheram-se amostras em vários pontos dos circuitos de água do hospital. As análises, feira no Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge, revelaram a presença de legionella, que coloniza equipamentos que contenham água tépida e multiplica-se. Foram então tomadas medidas para parar a transmissão e controlar o surto. A descontaminação da rede de águas foi concluída no sábado, com uma combinação de choques térmico e químico.

Graça Freitas não se surpreende com o facto de este surto ter origem num hospital. Não é a primeira vez que tal ocorre num hospital, declarou. Tem acontecido em diversas partes do mundo. Os hospitais têm equipamentos propensos a acumular bactérias e pessoas vulneráveis, explicou.

A investigação mantém-se quer na vertente humana, quer na ambiental. O universo de pessoas infectadas pode continuar a aumentar, já que a incubação da bactéria pode ir até dez dias.

O ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, diz-se convencido de que tudo foi feito de acordo com a normas. Deu à DGS e ao Instituto Nacional de Saúde "um prazo máximo de duas semanas” para apresentarem ao Governo um relatório preliminar. 

O PCP já anunciou que quer que o ministro vá à Assembleia da República explicar esta situação. O PSD, por sua vez, quer reunir-se com a administração do Hospital de São Francisco Xavier.

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