Comissão de Protecção Civil dá parecer favorável por unanimidade a Mourato Nunes, mas Jaime Marta reclama

06 de Novembro de 2017 | por Lusa
Comissão de Protecção Civil dá parecer favorável por unanimidade a Mourato Nunes, mas Jaime Marta reclama

A Comissão Nacional de Protecção Civil emitiu esta segunda-feira um parecer favorável por unanimidade à nomeação do tenente-general Mourato Nunes como novo presidente da Autoridade Nacional de Protecção Civil.

O anúncio foi feito pelo ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, no final de uma reunião, que durou cerca de uma hora, com os membros da comissão. "Este é um passo muito importante para a concretização da estratégia de reforma da Protecção Civil aprovada no Conselho de Ministros de 21 de Outubro", disse Eduardo Cabrita aos jornalistas no final da reunião.

O Ministério da Administração Interna (MAI) indigitou o antigo comandante geral da GNR Carlos Manuel Mourato Nunes para presidente da Autoridade Nacional de Protecção Civil, na sequência da saída do antecessor.

A Comissão Nacional de Protecção Civil é presidida pelo ministro da Administração Interna e dela fazem parte delegados dos ministros responsáveis pelos sectores da defesa, justiça, ambiente, economia, agricultura e florestas, obras públicas, transportes, comunicações, segurança social, saúde e investigação científica.

Fazem também parte da comissão o presidente da Autoridade Nacional de Protecção Civil e representantes da Associação Nacional de Municípios Portugueses, da Associação Nacional de Freguesias, da Liga dos Bombeiros Portugueses e da Associação Nacional dos Bombeiros Profissionais. Participam ainda na Comissão representantes do Estado-Maior-General das Forças Armadas, da GNR, da PSP, da PJ, do Gabinete Coordenador de Segurança, da Autoridade Marítima, da Autoridade Aeronáutica e do Instituto Nacional de Emergência Médica. Os Governos Regionais podem participar nas reuniões da Comissão.

Jaime Marta reclama

Antes desta reunião, o presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) considerou que o Governo colocou "a carroça à frente dos bois" ao indigitar Mourato Nunes sem ter consultado a Comissão Nacional de Protecção Civil.

Jaime Marta Soares falava à agência Lusa momentos antes de se reunir com o ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, em Carnaxide, e considerou que esta reunião está "completamente ultrapassada", uma vez que deveria servir para analisar o perfil da pessoa a escolher para presidente da ANPC e isso já foi feito.

"Isto é nitidamente a carroça à frente dos bois. Eu pergunto qual a utilidade desta reunião? Fazer de nós o quê? Uns 'bibelots' que nos sentamos à volta de uma mesa para nos dizerem que o presidente é fulano e nós acenarmos com a cabeça", questionou.

Jaime Marta Soares assegurou que é precisamente isto que irá dizer ao ministro na reunião, ou seja que é preciso "ter mais respeito" em relação aos procedimentos que deviam ser adoptados para esta nomeação.

Quanto à escolha do antigo comandante-geral da GNR Mourato Nunes para presidir a ANPC, o presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses disse não se opor ao nome indigitado, que "tem um currículo invejável, mas contrapôs que o importante é as políticas e não os currículos.

"Isto não se faz com currículos do passado, nós queremos coisas para o futuro e o futuro tem de ser algo de novo", destacou Jaime Marta Soares, lembrando que o "actual sistema já deu o que tinha a dar, faliu".

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