Afectos? “O que os portugueses precisam é de ter uma alternativa”

09 de Novembro de 2017 | por Público e Lusa
Afectos? “O que os portugueses precisam é de ter uma alternativa” A vice-presidente do PSD Maria Luís Albuquerque entende que mais do que afetos, os portugueses precisam "sobretudo de ter uma alternativa a uma forma de governação", e que ainda não decidiu em quem votar para a liderança do partido.
"Acho que os portugueses precisam, sobretudo, é de ter uma alternativa a uma forma de governação, que sintam que representa melhor aquilo que são as ambições, as suas necessidades. As personalidades têm também influência, mas a maneira como os políticos se posicionam é também influenciada pelas circunstâncias", disse em entrevista à Rádio Renascença e ao jornal Público, quando questionada se o PSD precisa de afetos para chegar ao poder em 2019.
Sobre as candidaturas de Rui Rio e Pedro Santana Lopes, Maria Luís Albuquerque disse que decidiu não dizer em quem votará, mas salientou querer ouvir "bastante mais" os dois candidatos à liderança do PSD.
"Aguardaremos até ao fim dessa campanha para obtermos os esclarecimentos todos em termos de posicionamento", indicou, admitindo no entanto "coerência a Rui Rio".
Na entrevista, a vice-presidente do PSD disse também que tem "pena" que Pedro Passos Coelho se tenha demitido, salientando que este "nunca seria, em qualquer circunstância, um problema para o PSD".
Questionada sobre se Pedro Passos Coelho tivesse sido primeiro-ministro numa altura de maior bonança a perceção dos portugueses seria diferente, Maria Luís Albuquerque sublinhou que a "confiança não depende necessariamente dos afetos ou da perceção de quem é que gosta mais".
No que diz respeito às eleições para a liderança do partido, Maria Luís Albuquerque disse que não pensou candidatar-se e não tenciona ponderar.
"Não, não pensei. O que importa na liderança são as pessoas, as personalidades. Ser uma personalidade feminina ou masculina é necessariamente diferente, essas diferenças felizmente existem, mas não é o facto de ser mulher ou homem que torna alguém especialmente adequado para qualquer cargo", disse.
Maria Luís Albuquerque defendeu também que o ministro das Finanças, Mário Centeno, devia reduzir a dívida "nominalmente".
"Eu fiquei muito chocada quando ouvi o ministro da Economia dizer que não havia espaço para baixar impostos às empresas. Se ele tivesse dito 'fizemos opções diferentes', seria uma informação muito honesta. Haveria claramente a possibilidade de uma combinação diferente, sendo que ter défice zero ou excedente é uma coisa positiva", disse.
No entender da vice-presidente do PSD, "reduzir a dívida, tanto em percentagem do PIB como em valor absoluto, é o maior contributo que podemos dar para a sustentabilidade futura".
À pergunta sobre como tem visto o crescendo de Assunção Cristas, Maria Luís Albuquerque disse que esta "é uma líder ainda relativamente recente no CDS, [e que] está num processo de afirmação".
"É uma pessoa empática, que comunica bem. O CDS é um partido diferente do PSD em muitas questões, mas é um aliado natural, pela nossa história e pelos valores que partilhamos. Mas somos diferentes. E não é comparável a dimensão do CDS à dimensão do PSD", sublinhou.
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