Foi por sorteio. Amesterdão ganhou sede da Agência Europeia do Medicamento

21 de Novembro de 2017 | por Público
Foi por sorteio. Amesterdão ganhou sede da Agência Europeia do Medicamento

Amesterdão foi a escolhida para receber a sede da Agência Europeia do Medicamento (EMA, na sigla em inglês). A cidade holandesa empatou na terceira ronda de votações com Milão (13 votos para cada uma, com a abstenção da Eslováquia) e depois venceu o sorteio, avança o Politico.

O Porto ficou-se logo pela primeira ronda de votações, onde recolheu dez votos, posicionando-se em sétimo lugar (empatando com a candidatura grega, de Atenas). 

Depois da cidade portuguesa ficaram as candidaturas de Varsóvia (Polónia) e Bucareste (Roménia), com sete pontos cada uma. Ficaram ainda fora da corrida logo na primeira ronda as candidaturas de Barcelona (Espanha), Bona (Alemanha), Bratislava (Eslováquia), Bruxelas (Bélgica), Helsínquia (Finlândia), Lille (França), Sófia (Bulgária), Estocolmo (Suécia) e Viena (Áustria). A Croácia, a Irlanda e Malta desistiram antes das votações.

Milão foi a cidade mais votada nas duas voltas (com 25 votos na primeira e 12 na segunda), tendo passado à segunda ronda juntamente com Amesterdão e Copenhaga. Na segunda ronda, caiu a cidade dinamarquesa, com Milão e Amesterdão a passar à terceira e última ronda, onde cada uma recolheu 13 votos, o que obrigou à realização de um sorteio.

Para além da EMA, foi votada esta segunda-feira a localização da nova sede da Autoridade Bancária Europeia: depois de novo empate a 13, Paris foi a cidade escolhida por sorteio.

"Entramos nesta corrida para ganhar"

A Câmara do Porto não esperou pela última votação para felicitar (erradamente) Milão, apresentando esta cidade como a próxima sede da EMA. Em comunicado, o autarca Rui Moreira nota que a cidade sempre soube que "a batalha era muito difícil".

“Queríamos ganhar e entramos nesta corrida para ganhar. Mas sempre percebemos que a batalha era muito difícil. Apesar de geograficamente periférico, o país mostrou que tinha capacidade e que cumpria todos os critérios e que o Porto podia receber uma agência desta natureza e dimensão”, reagiu o presidente da câmara, em comunicado.

A autarquia nota ainda que, neste processo, ficou clara "a preparação e robustez da candidatura portuguesa", tendo Rui Moreira sublinhado ainda “a convergência entre todas as forças políticas da cidade e a articulação com o Governo que foi incansável na promoção da candidatura de Portugal". "Creio que tudo foi feito para ganharmos e que o país saiu valorizado deste processo", concluiu.

Criada há 22 anos, a EMA tem a seu cargo a monitorização científica, avaliação, regulação e supervisão de todos os medicamentos usados em espaço europeu. A agência é a “jóia da coroa” das agências europeias que terão de sair do Reino Unido em 2019, como consequência do "Brexit".

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