Gaia obtém mais três milhões para reabilitar encostas do Douro

24 de Novembro de 2017 | via publico.pt
Gaia obtém mais três milhões para reabilitar encostas do Douro

A Câmara de Vila Nova de Gaia assinou esta sexta-feira com a tutela do Ambiente um contrato de financiamento de três milhões de euros para a reabilitação da margem do rio Douro entre o areinho de Oliveira do Douro e Avintes. Em causa está a continuação do projecto das Encostas do Douro, empreitada que está a ser realizada por etapas e que no total implica um investimento superior a dez milhões de euros.  No mesmo momento foi também assinado o contrato de financiamento de uma intervenção na frente marítima, em Granja e Valadares.

O ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, acompanhado pela secretária de Estado do Ordenamento do Território e da Conservação da Natureza, Célia Ramos, visitou ainda a obra em curso na ribeira do Espírito Santo. Trata-se de uma ribeira que atravessa a freguesia de Arcozelo e cuja renaturalização é, disse o autarca de Gaia, "um elemento ambiental e paisagístico fundamental".

Segundo o autarca Eduardo Vítor Rodrigues, esta "é uma obra que se integra no conjunto de projectos que a Câmara candidatou de reabilitação da orla marítima e de zonas de segunda linha que necessitam de intervenção” e, neste âmbito, destacou a referida intervenção nas praias da Granja e Valadares para reabilitação de zona de protecção dunar, numa área que há muito se encontra em risco por efeito da subida das águas do mar.

Neste caso a renaturalização é assumida financeiramente pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), cabendo ao Município complementar a obra no que diz respeito ao restabelecimento do espaço público e à criação de acessos. Segundo o Ministério do Ambiente, estas intervenções custam 740 mil euros, 150 mil dos quais da responsabilidade da Câmara.

Esta zona do Litoral de Gaia é uma das áreas de intervenção prioritária incluída no plano Litoral XXI, com o qual o Governo se propôs investir 176 milhões de euros no combate à erosão costeira. O programa foi apresentado no ano passado em Vagos, tendo nessa altura sido anunciada uma primeira intervenção, entre Costa Nova e Vagueira, em articulação entre a tutela e os municípios da região.

A protecção da orla marítima de Gaia decorre em simultâneo com o esforço de valorização das margens do Douro, que depois das obras na zona urbana, se prolongam para montante da cidade. De acordo com o presidente da Câmara de Gaia, Eduardo Vítor Rodrigues, o contrato que ontem de manhã levou o ministro do Ambiente, Matos Fernandes, a visitar o concelho, servirá para garantir a ligação entre o areinho de Oliveira do Douro e o de Avintes, a pé e de bicicleta.

O projecto beneficiará de fundos europeus na ordem dos 80%, cabendo à autarquia alocar 20% da verba e ainda será alvo de análise por parte do Tribunal de Contas. "[Com este projecto] cria-se uma nova frente de rio e valoriza-se a orla ribeirinha", descreveu à agência Lusa o autarca de Gaia, destacando também a "salvaguarda de bens e as questões de segurança".

A obra tem a duração de nove meses para estar pronta no final de 2018, seguindo-se em 2019 o lançamento de outra etapa do Encostas do Douro, a relacionada com Arnelas e Crestuma-Lever. "A expectativa é fazer todo o arranjo dos 17 quilómetros da orla ribeirinha durante este mandato", apontou Eduardo Vítor Rodrigues. Com Lusa

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