ARS Norte avalia casos de tuberculose no Bairro do Aleixo

28 de Novembro de 2017 | por Público
ARS Norte avalia casos de tuberculose no Bairro do Aleixo

A Administração Regional de Saúde do Norte (ARSN) está a acompanhar a denúncia de que existiria “um surto de tuberculose” no Bairro do Aleixo, mas não confirma, para já, que tal se verifique. Em comunicado, a ARSN diz que “as autoridades de saúde local e regional estão atentas ao problema e desencadearão as medidas consideradas necessárias à gestão da situação, decorrentes da avaliação em curso”.

De acordo com o comunicado - que se segue a um trabalho do Jornal de Notícias, a dar conta de casos de tuberculose no bairro camarário, entre a comunidade de toxicodependentes que o frequenta -, o primeiro caso da doença naquele local chegou ao conhecimento da ARSN em Março deste ano. “Face à avaliação efectuada na altura, a Unidade de Saúde Pública do Agrupamento de Centros de Saúde (ACeS) Porto Ocidental, em conjunto com parceiros comunitários, planeou e realizou um rastreio de tuberculose no referido bairro”, escreve-se no comunicado enviado às redacções. Segundo o mesmo texto, das 32 pessoas avaliadas nesse rastreio não foi identificado qualquer “caso adicional da doença”.

A ARSN acrescenta que, desde Março, foi informada de mais cinco casos de tuberculose “em toxicodependentes residentes na área do ACeS Porto Ocidental, incluindo um óbito”. O comunicado não especifica se estes casos ocorreram entre frequentadores do Bairro do Aleixo, salientando-se que está a decorrer “a necessária investigação epidemiológica”. Sobre o bairro especificamente, a ARSN esclarece que a abordagem ao problema “está a ser feita numa perspectiva de interdisciplinaridade e cooperação intersectorial, com envolvimento da autarquia e dos parceiros sociais que trabalham no terreno”.

Os casos descritos pela ARSN terão ocorrido entre consumidores de droga, com a entidade pública a salientar que “a toxicodependência está associada a um risco acrescido de doenças infecciosas, entre as quais a tuberculose”. Os números apresentados no comunicado referem “de uma forma global, na região de saúde do Norte, em cerca de 4% dos doentes com tuberculose há história de consumo de drogas por via endovenosa, proporção que atinge 9% no concelho do Porto”.

O Bairro do Aleixo é um dos problemas complexos que o executivo de Rui Moreira tem para resolver. Duas das cinco torres do bairro foram demolidas ainda durante os mandatos de Rui Rio, depois de os terrenos onde o aglomerado habitacional está implantado terem passado para a gestão de um fundo imobiliário. Por diversas vezes remodelado, o fundo, de que a Câmara do Porto faz parte, não se pronunciou ainda sobre o que pretende fazer em concreto com o local, onde ainda permanecem quase cem famílias, em condições que têm sido sistematicamente descritas como cada vez mais precárias.

O presidente Rui Moreira nunca foi além de afirmar que primeiro era necessário realojar as famílias que ainda lá vivem, antes de se falar em planos para o futuro do local. O processo arrastou-se durante todo o primeiro mandato do independente, com as condições dos edifícios a degradarem-se e o problema do tráfico e consumo de droga a tornar-se cada vez mais visível nos prédios com várias casas entaipadas e nos terrenos envolventes. 

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