Mudança "foi muito mal comunicada", admite ministro da Saúde

29 de Novembro de 2017 | via publico.pt
Mudança

O ministro da Saúde acredita que a mudança da sede do Infarmed de Lisboa para o Porto "foi muito mal comunicada". "E o responsável sobre essa má comunicação sou eu", afirmou aos jornalistas, à saída da comissão parlamentar de Saúde esta quarta-feira.

Adalberto Campos Fernandes defende, no entanto, que este erro não deve ser usado para mudar o caminho da decisão. O governante vem assim concordar com o primeiro-ministro, António Costa, que admitiu na semana passada que a comunicação feita aos trabalhadores "não foi a melhor".

O ministro adiantou ainda que o grupo de trabalho que o Governo está a criar para estudar as implicações desta "intenção política" será presidido pelo ex-presidente do Infarmed Eurico Castro Alves e conta, entre outros peritos, com José Aranda da Silva, primeiro presidente desta autoridade reguladora do medicamento. Este grupo fará a "apreciação material, técnica e científica" de uma "intenção política" que, ressalva  Campos Fernandes, tem "mais de um ano pela frente" para ser concretizada.

No entanto, o ministro da Saúde não deixou claro se o executivo voltará atrás, caso o grupo emita um parecer desfavorável à mudança. "O Governo admite ter em consideração" aquilo que o grupo deliberar, disse apenas. Depois de comunicada a "vontade política”, "agora há o tempo da análise".

Adalberto Campos Fernandes recusou comentar as declarações da presidente do Infarmed, que disse ter ficado "incrédula" com a "intenção", não decisão, de mudar a sede para o Porto. O ministro da tutela deixou apenas a garantia de que a continuidade e qualidade do trabalho desta autoridade não estão em causa.

Descentralizar outros serviços

Questionado sobre se concorda com a mudança da sede para o Porto, o ministro da Saúde reafirmou que é um adepto da descentralização e adiantou que o ministério está a equacionar descentralizar outros serviços, recusando-se a adiantar quais. 

"Muitos falam da ideia de mudança, mas poucos querem mudar", sublinhou, destacando que acredita que, se decisão a tivesse sido comunicada antes ou depois, a "reacção teria sido a mesma". 

Adalberto Campos Fernandes reafirmou ainda que, aquando da candidatura à Agência Europeia do Medicamento (EMA), foi possível ver a "poderosa fileira do medicamento" que existe no norte do país.

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