Trabalhadores voltam a chumbar pré-acordo na Autoeuropa

30 de Novembro de 2017 | por Público
Trabalhadores voltam a chumbar pré-acordo na Autoeuropa

Dos mais de cinco mil trabalhadores da Autoeuropa, houve cerca de 86% que votaram esta quarta-feira, 28 de Novembro. E, destes, a maioria (63,2%) rejeitou o novo pré-acordo laboral que a recém-eleita comissão de trabalhadores (CT) negociou com a administração da fábrica da Volkswagen em Palmela, agudizando a conjuntura de instabilidade laboral que a empresa está a viver desde o Verão.

Esta foi, assim, a segunda vez que os trabalhadores da unidade de Palmela se pronunciaram este ano sobre as questões laborais da empresa, na sequência do início da produção do novo modelo, o T-Roc. Resta agora saber como é que o problema se resolve, e se a actual CT se mantém.

O acordo sobre o qual os trabalhadores se pronunciaram esta quarta-feira previa duas fases distintas: uma entre o início de Fevereiro e Julho do próximo ano, e outra a partir de Agosto, e que já incorporava a laboração contínua da fábrica de modo a satisfazer a procura do novo veículo utilitário desportivo, responsável pela esmagadora maioria dos cerca de 240 mil novos veículos previstos para 2018 naquela unidade fabril.

Na primeira fase, o trabalho ao sábado seria pago como trabalho suplementar. Na segunda fase, haveria então laboração contínua entre segunda e sábado, e, “perante a importância de ter dois ou mais dias de descanso seguidos”, com destaque para os fins de semana, a empresa iria “implementar uma quarta equipa”, o que implicaria “a contratação de cerca de mais 400 trabalhadores” no ano que vem. Todos os trabalhadores abrangidos pela laboração contínua teriam direito a um pagamento mensal de 150 euros.

O pré-acordo foi subscrito pela administração liderada por Miguel Sanches e pelos representantes da nova comissão de trabalhadores, eleita no início de Outubro e coordenada por Fernando Gonçalves. A vigência era de 12 meses, até ao final de 2018, pelo que no segundo semestre desse ano haveria uma “reanálise do modelo de trabalho acordado”, com base “nos indicadores de mercado e volume associado”.

No início de Agosto, a anterior CT acabou por pedir a demissão após a maioria dos trabalhadores ter rejeitado o primeiro pré-acordo que ficara estabelecido com a administração liderada por Miguel Sanches.

 

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