Vieira da Silva pede inspecção urgente à Raríssimas

11 de Dezembro de 2017 | via publico.pt
Vieira da Silva pede inspecção urgente à Raríssimas

O Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social (MTSSS) pediu uma inspecção global urgente ao funcionamento da associação de doentes Raríssimas, anunciou nesta segunda-feira o ministro Vieira da Silva, em conferência de imprensa.  

Tendo em conta “o justificado alarme” provocado pela divulgação de alegadas irregularidades na gestão financeira e pelas notícias de uso indevido de dinheiros da associação pela sua presidente, Paula Brito e Costa, o MTSSS solicitou à sua Inspecção-Geral que, com carácter de urgência, seja feita uma inspecção global à Raríssimas, disse o governante. Esta decorrerá nos próximos dias. Uma equipa dedicada irá avaliar todas as dimensões da instituição, explicou ainda Vieira da Silva.

O ministro aproveitou para esclarecer que ocupou o cargo de vice-presidente da assembleia geral da Raríssimas entre 2013 e 2015, antes de integrar o Governo e que o fez apenas por "compromisso cívico" sem receber qualquer "contrapartida financeira". 

Garantiu igualmente que não teve informações sobre uma eventual gestão danosa da instituição, apesar de a associação já estar a ser alvo de investigação na sequência de uma denúncia sobre o não cumprimento de “todas as normas dos estatutos” das Instituição Particulares de Solidariedade Social .

"Relativamente às denúncias que foram feitas e divulgadas de gestão danosa nesta instituição, não tive, nem teve a minha equipa, nenhuma informação em particular do que foi divulgado pela TVI. Nunca recebi nenhuma indicação sobre actos de gestão danosa nessa instituição", assegurou.

Também o Ministério Público já está a investigar a Raríssimas, depois de ter recebido uma denúncia anónima, avançou a Procuradoria-Geral da Republica (PGR).

"Confirma-se a existência de um inquérito a correr termos no [Departamento de Investigação e Acção Penal] de Lisboa. Não tem arguidos constituídos. As investigações relacionadas com a matéria tiveram início em finais de Novembro e origem numa denúncia anónima", refere a PGR.

A TVI exibiu no sábado uma reportagem sobre a gestão da Raríssimas, associação que é financiada por subsídios do Estado e por donativos. A peça mostra documentos que colocam em causa a gestão da instituição de solidariedade social, nomeadamente da sua presidente, Paula Brito e Costa, que alegadamente terá usado o dinheiro em compra de vestidos e noutros gastos pessoais.

No domingo, o Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social anunciou que vai "avaliar a situação" da Raríssimas e "agir em conformidade", após a denúncia dos alegados factos ilícitos.

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