Pilotos da Ryanair anunciam greve

13 de Dezembro de 2017 | por Público
Pilotos da Ryanair anunciam greve

Vários pilotos da Ryanair na Irlanda anunciaram esta terça-feira que estão a planear uma greve para dia 20 de Dezembro, avança a Reuters. Em causa está a luta por melhores condições de trabalho e melhores salários e o reconhecimento de uma união sindical. A Associação Alemã de Pilotos já reagiu e avisou que é provável que a greve aconteça também na Alemanha, em solidariedade com os colegas que trabalham na Irlanda. Os pilotos avisam ainda que o prazo de greve pode ser estendido caso não seja encontrado um acordo.

Os 79 pilotos da companhia aérea europeia responsável pelo transporte do maior número de passageiros na Europa anunciaram o protesto, um dia depois de aprovarem uma acção concertada no sector, que não foi reconhecida pela empresa. Esta segunda-feira, a Ryanair considerou que a votação para a criação de um sindicato representava menos de 28% dos pilotos que a empresa tem em Dublin e ameaçou os funcionários que lhes seriam retirados benefícios nos salários caso avançassem, conta a Reuters.

De acordo com o sindicato irlandês Impact, os pilotos da Ryanair na Irlanda que anunciaram a sua intenção de greve são na sua maioria capitães (responsáveis pela tripulação), pelo que a sua paragem deverá significar cancelamento de voos e custos substanciais para a companhia aérea.

"Apesar de alguns voos poderem ser cancelados, a Ryanair acredita que será limitado a um pequeno grupo de pilotos que em breve deixarão a Ryanair e por isso não se importam com se as suas acções incomodam os colegas e clientes", afirma a Ryanair, num comunicado citado pela BBC.

A Ryanair diz ainda que não recebeu qualquer aviso de greve por parte dos pilotos sediados na Alemanha. Já a Associação Alemã de Pilotos recusa-se a adiantar quando e onde acontecerão as greves, mas garante que entre a tarde de 23 de Dezembro e a noite de 26 de Dezembro não irão ser suprimidos quaisquer serviços.

A Associação Alemã de Pilotos sublinhou que não descansará até que a Ryanair concorde com um acordo colectivo de trabalho para todos os funcionários e coloque um termo ao modelo actual, que opera consoante os países onde os funcionários estão destacados. Ou seja, a companhia aérea negoceia diferentes acordos e diferentes condições de trabalho nas suas 87 bases. A empresa reitera que não quer negociar com os sindicatos e prefere falar directamente com os seus funcionários.

O anúncio surge numa altura em que a empresa ainda procura recuperar do cancelamento de mais de 400 mil reservas, uma decisão atribuída à falta de pilotos.

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