Rio Ave obriga Benfica a pensar na vida para além da Taça

14 de Dezembro de 2017 | por Público
Rio Ave obriga Benfica a pensar na vida para além da Taça

Tem sido um mês aziago, o de Dezembro, para o Benfica. Depois do adeus à Europa, o detentor da Taça de Portugal ficou nesta quarta-feira impedido de renovar esse estatuto. A “culpa” é do Rio Ave, que se sobrepôs aos “encarnados” nos oitavos-de-final da prova (3-2), em Vila do Conde, num bom encontro de promoção do futebol.

Uma das imagens de marca deste Rio Ave é a forma como consegue sair a jogar apoiado sob pressão, um atributo que lhe faltou no arranque da partida. Com uma entrada em cena a todo-o-vapor, o Benfica reproduziu parte do que fez (durante um curto período) no Estádio do Dragão e obrigou o adversário a errar, ganhando muitas bolas no meio-campo contrário. Com uma linha de quatro nas costas de Jonas nos momentos de pressão, os “encarnados” fechavam quase todas as linhas de passe. E mesmo quando os anfitriões conseguiam esticar o jogo, a recuperação dos “encarnados” era tão rápida quanto objectiva.

Foi assim que as "águias" assustaram Cássio aos 15’ (desvio de Marcelo para o poste), aos 19’ (remate de Salvio, em posição frontal, a rasar o poste), e aos 22’ (contra-ataque perfeito concluído com um remate de Jonas, por cima da trave). Não marcaram nessas três tentativas, mas à quarta (a menos flagrante de todas) inauguraram o marcador: cruzamento de André Almeida e finalização à meia-volta de Jonas (36’).

Nessa altura, o Rio Ave já começava a pôr a cabeça de fora, com Geraldes e João Novais a surgirem mais perto do apoio a Guedes, uma tendência que se manteve no arranque da segunda parte e que deu frutos graças a um erro de Cervi à entrada da área: Grimaldo saiu atrasado para o fora-de-jogo e Lionn ficou isolado, para empatar a partida (48’).

Voltou a carregar o Benfica, rondou novamente a baliza do Rio Ave, mas esqueceu-se de que um palmo de terreno concedido a Ruben Ribeiro é um palmo a mais e o criativo dos vila-condenses, num lance de classe, virou o resultado (62’).

Rui Vitória apostou, então, todas as fichas (Jiménez, Zivkovic e Seferovic) e foi já com os três em campo que chegou ao empate, por Luisão, na sequência de um canto (88’), dois minutos depois de Jonas ter permitido a defesa de Cássio na marcação de um penálti. O capitão do Benfica, porém, acabava aos 90+4’ de dar o último contributo à equipa — sairia com uma lesão muscular e o Benfica já tinha esgotado as substituições.

O jogo seguia para prolongamento, com as “águias” em inferioridade e André Almeida a fazer de central, e o reatamento surgiu com novo golo, da autoria de Guedes, que desviou na pequena área após um ressalto na perna de Jardel (3-2). Era o pior cenário possível para um Benfica já desgastado e sem margem de improviso.

Ainda assim, em esforço, e com alma q.b., os visitantes forçaram novamente o empate (Seferovic viu Cássio negar-lhe o golo com a defesa da noite), mas já não tinham mais vidas. E a partir de hoje podem começar a pensar exclusivamente no campeonato e na Taça da Liga.

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