Comércio tradicional do Porto aumenta vendas de Natal entre 15 a 20% face a 2016

18 de Dezembro de 2017 | por Lusa
Comércio tradicional do Porto aumenta vendas de Natal entre 15 a 20% face a 2016 As vendas no comércio tradicional do Porto aumentaram entre 15 a 20% nesta época natalícia em comparação com 2016, ajudadas pelas vendas 'online', feriados de 01 e 08 de dezembro, 'Black Friday' e à oferta de transportes e estacionamento.
"Até à data de hoje, e desde o início do mês, há mais 15% a 20% de vendas no comércio tradicional em relação à mesma época de 2016", avançou à Lusa o presidente da Associação de Comerciantes do Porto (ACP), Nuno Camilo, argumentando que "o consumo está a "aumentar de forma considerável", porque "há um sentimento de maior confiança" e "um aumento de conforto".
Os dois feriados nacionais recentes -- dias 01 e 08 de dezembro -, associados ao fenómeno da 'Black Friday' (dia com descontos), assim como uma "boa oferta de parques de estacionamento" e vários de meios de transporte públicos, que ajudam as pessoas a sair de casa, são alguns dos argumentos que Nuno Camilo enumera para justificar o aumento entre os 15% a 20% nas vendas no comércio tradicional em vários setores na cidade do Porto.
Além das vendas presenciais, há um outro fenómeno que está a ajudar a alavancar o aumento dos negócios que são as "vendas online", observa ainda Nuno Camilo.
"Neste momento existe o sentimento de que a crise passou e acho que no dia 23 de dezembro poderemos fazer um balanço ainda melhor", sugere o presidente da ACP.
Em 2016, a Associação de Comerciantes do Porto já tinha referido que as vendas do comércio tradicional do Porto para a época festiva do Natal e Passagem de Ano estavam a aumentar 20% face ao período homólogo de 2015 "numa perspetiva transversal".
Na altura, a previsão do aumento de volume de negócios no comércio tradicional para a época natalícia explicava-se, segundo Nuno Camilo, por quatro principais razões que se prendiam com o "aumento da segurança nas ruas", o "aumento de turistas", "aumento da reabilitação urbana" e "uma política de eventos para a cidade".
Nuno Camilo refere que essas quatro principais razões apontadas em 2016 se replicam em 2017, ano a que se somam agora mais os fenómenos dos dois feriados nacionais e da 'Black Friday', assim como a oferta de transportes públicos e de parques de estacionamento.
Nuno Camilo considera ainda que aumento da diversificação de "novos produtos" alimentares e a implementação de "novos espaços comerciais", como hotéis, hostels, geladarias, lojas de aluguer de bicicletas e de motas ou lojas de material de papelaria diferenciado, ajudam também ao aumento das vendas no Natal.
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