Catarina Martins avisa que se Estado ficar à espera não vai ter nada para resgatar nos CTT

20 de Dezembro de 2017 | por Lusa
Catarina Martins avisa que se Estado ficar à espera não vai ter nada para resgatar nos CTT A coordenadora do BE, Catarina Martins, avisou hoje o primeiro-ministro que se "o Estado fica à espera" para salvar os CTT "não vai ter nada para resgatar", defendendo a recuperação para a esfera pública do serviço dos correios.
Na abertura do debate quinzenal no parlamento, a questão dos CTT foi trazida por Catarina Martins, recordando que "o grande negócio" de privatização da empresa feita por "Sérgio Monteiro, secretário de estado das Privatizações de PSD e CDS", foi um "assalto ao país".
"Os acionistas privados estão a pilhar a empresa, estão a destruir os CTT. Se o Estado fica à espera, não vai ter nada para resgatar", avisou a líder bloquista.
Catarina Martins lembrou António Costa "que o contrato de concessão prevê que quando há uma razão de interesse público por incumprimento do concessionário, o Estado tem um ano para avisar a empresa que a vai resgatar".
"É isso que é preciso fazer. O Governo não pode ficar à espera de salvar os CTT quando os privados estão a correr para os destruir", sustentou.
A líder do BE perguntou assim ao chefe do executivo se "irá o Governo travar o processo de reestruturação", uma vez que este "processo precisa da autorização" e por isso "pode para-lo".
"E irá o governo recuperar para a esfera pública o serviço dos correios, protegendo trabalhadores e protegendo as populações? Portugal precisa dos CTT", perguntou.
António Costa, na resposta ao BE, garantiu apenas que o Governo não recebeu "até agora qualquer proposta ou pedido de reestruturação" dos CTT, assumindo preocupação com o presente e o futuro da empresa, não dizendo uma palavra sobre a questão da renacionalização.
"Portugal não pode permitir esta destruição e pilhagem dos CTT. É necessário impedir os despedimentos e recuperar o serviço de correios para a esfera pública", insistiu Catarina Martins.
Na réplica, o primeiro-ministro explicou que essa garantia do Governo sobre os CTT "resulta da constituição do grupo de trabalho para poder avaliar o serviço da empresa".
"Portugal não poderá viver sem um serviço postal universal que terá que ser assegurado pelos CTT", assegurou apenas o chefe do executivo.
De acordo com a líder do BE, "a ANACOM, a entidade reguladora, afirma que os CTT não estão a cumprir o contrato de concessão de serviço público".
"A entrega diária acabou e, nas zonas rurais, o correio é entregue apenas uma ou duas vezes por semana. Há pensionistas que desesperam com o atraso nos vales das pensões. A população mais frágil está mais abandonada", criticou.
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