Costa fala em relação "irrepreensível" com PR e "choque coletivo" com os fogos

22 de Dezembro de 2017 | por Lusa
Costa fala em relação O primeiro-ministro considera que tem havido solidariedade institucional "irrepreensível" entre Governo e Presidente da República, com trabalho conjunto nas horas boas e más, e que os incêndios provocaram "um choque coletivo".
António Costa falava durante a apresentação de cumprimentos de boas festas pelo Governo ao Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, na Sala dos Embaixadores do Palácio de Belém, em Lisboa, numa cerimónia que contou com a presença da maioria dos ministros e de três secretários de Estado.
O primeiro-ministro referiu-se às relações com o chefe de Estado logo no início da sua intervenção, declarando: "Reafirmamos aquilo que deve ser o bom relacionamento entre órgãos de soberania e a forma irrepreensível como a solidariedade institucional se tem manifestado entre o Presidente da República e o Governo, entre o Governo e a Presidência da República, ao longo destes dois anos em que temos trabalhado em conjunto, quer nas boas horas, quer nas horas más".
"Obviamente, toda a vida é feita de bons momentos e de maus momentos. E este ano foi também assim. Foi um ano em que tivemos importantes sucessos, mas em que vivemos traumaticamente a maior tragédia humana provocada por catástrofes naturais de que qualquer um de nós tem de nós", acrescentou.
Segundo António Costa, os incêndios foram um acontecimento traumático para as populações atingidas, mas também para o conjunto do país, que "descobriu vulnerabilidades que porventura desconhecia, de um interior desvitalizado, de uma floresta desordenada e de sistemas públicos que precisam claramente de aperfeiçoamento".
"Foi um choque coletivo para todos nós. Mas foi um choque coletivo que, simultaneamente, não diminuiu a capacidade do país de reagir nas horas más e de responder", considerou.
O primeiro-ministro defendeu que o país respondeu aos incêndios com "exemplos notáveis" de entreajuda e com "uma onda de solidariedade" nacional, "num grande esforço de reconstrução e resiliência".
No seu entender, essa resposta "foi uma grande lição coletiva também para todos nós, é certamente um motivo de orgulho".
"Temos, por isso, de entrar em 2018 bem cientes das enormes responsabilidades que temos, de continuar a responder à emergência, acabar de construir o que está a ser construído, de fazer renascer o que já está a renascer. Prevenir que em 2018 não se volte a repetir o que de inaceitável aconteceu em 2017", afirmou.
António Costa comprometeu-se também a "trabalhar para o legado de médio-longo prazo", para que Portugal tenha "uma floresta ordenada, um interior revitalizado", como "crescimento económico duradouro, sustentado" que beneficie todo o território.
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