Papa pede solução para conflito israelo-palestiniano

26 de Dezembro de 2017 | por Público
Papa pede solução para conflito israelo-palestiniano

O Papa Francisco defendeu nesta segunda-feira, na sua mensagem de Natal, que deve haver negociações que levem à criação de dois Estados no Médio Oriente, de forma a que se acabe com o conflito israelo-palestiniano. 

A mensagem Urbi et Orbi (para a cidade e o mundo) deste Natal surge escassos quatro dias depois de 120 países terem aprovado uma resolução das Nações Unidas pedindo aos Estados Unidos que revertam a decisão de reconhecer a cidade santa de Jerusalém como capital de Israel.

"Vamos rezar para que a vontade de se retomar o diálogo prevaleça entre as partes e que seja alcançada uma solução negociada, uma solução que permita a paz e a coexistência de dois Estados que tenham fronteiras reconhecidas inetrnacionalmente", disse o Papa.

"Vemos Jesus nas crianças do Médio Oriente que continuam a sofrer devido às tensões crescentes entre israelitas e palestinianos", sublinhou Francisco, que falou para dezenas de milhares de pessoa a partir da varanda voltada para a Praça de São Pedro, no Vaticano.

Foi a segunda vez que o Papa falou de Jerusalém desde 6 de Dezembro, quando o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que mudava a embaixada do seu país de Telavive para Jerusalém, reconhecendo esta última como a capital de Israel e ignorando que os palestinianos consideram a parte oriental da cidade a capital do seu futuro estado. Nesse dia, o Papa defendeu a manutenção do status quo quanto ao estatuto da cidade, que é considerada santa pelos católicos, muçulmanos e judeus.

"Hoje, enquanto os ventos de guerra sopram pelo mundo... o Natal convida-nos a focar-nos no símbolo da criança e a encontrá-la nos rostos dos mais pequenos, especialmente daqueles que, como Jesus, tiveram de ficar do lado de fora do abrigo".

Francisco, que celebrou o quinto Natal do seu pontificado, disse que viu Jesus nas crianças que encontrou na recente viagem à Birmânia e ao Bangladesh, e pediu protecção adequada e dignidade para os grupos minoritários da região.

Mais de 600 mil muçulmanos rohingya fugiram da Birmânia, país de maioria budista, refugiando-se no Bangladesh.

"Jesus conhece bem a dor dos que não são bem recebidos e como é duro não ter um lugar para pousar a cabeça. Que os nossos corações não se fechem, como se fecharam as casas de Belém", insistiu.

Pediu também que se veja Jesus nas crianças que sofrem na Síria, no Iraque e no Iémen – os "esquecidos por todos" –, uma atitude que, disse, "tem graves implicações humanitárias que levam ao sofrimento, à fome e à doença".

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