Ministro do Ambiente diz que STCP melhorou resultados após reversão da subconcessão

02 de Janeiro de 2018 | por Lusa
Ministro do Ambiente diz que STCP melhorou resultados após reversão da subconcessão

O ministro do Ambiente destacou esta terça-feira o aumento de passageiros e de oferta que a Sociedade de Transportes Colectivos do Porto (STCP) registou nos últimos dois anos, desde que o Governo reverteu o processo de subconcessão.

"Depois de um tempo em que em quatro/cinco anos se perderam 25% dos passageiros e houve também uma redução da oferta na ordem dos 25%, o que conseguimos em dois anos foi aumentar em 10% a oferta e com isso aumentar em cerca de 5% o número de passageiros", afirmou João Pedro Matos Fernandes esta manhã, no Porto, no âmbito da cerimónia da tomada de posse da nova administração da STCP.

Esta nova administração da STCP, que materializa o novo modelo de gestão acordado entre o Estado, a Área Metropolitana do Porto e os Municípios do Porto, Vila Nova de Gaia, Matosinhos, Maia, Gondomar e Valongo, é presidida por Paulo Azevedo e integra ainda Isabel Vilaça e Ângelo Oliveira como administradores executivos.

Segundo o ministro, a efectivação do processo de transferência da gestão da empresa de transporte público para as autarquias "foi mais comprido" do que se esperava, "mas não foi um tempo de espera".

"De todo em todo, não foi um tempo de espera", frisou, lembrando também que neste período foram também adquiridos para a empresa mais de uma centena de novos autocarros, a gás e eléctricos, bem como contratados novos motoristas.

Matos Fernandes, que aquando do anúncio da transferência da gestão da STCP para os seis municípios apontava 1 de Janeiro de 2017 como data para a efectivação do processo, destacou que também foi possível "obter melhores contas". Isto é, assinalou, "as contas de recuperação dos resultados negativos estão em linha com aquilo que foi o compromisso com as autarquias".

O ministro afirmou estar convencido de que a empresa readquiriu neste período a sua "relação de confiança" com os passageiros, sendo que a partir de agora "este é um trabalho que vai ser certamente ainda mais bem-sucedido".

"Por isso fizemos esta aposta de entregar a gestão [da STCP] às autarquias, porque não temos a mais pequena dúvida de que quem gere a via pública, quem gere o território pode tudo fazer para puxar o transporte público", vincou.

O presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, classificou como "notável" o acordo alcançado "rapidamente" entre os seis municípios da Área Metropolitana para a gestão da STCP.

"Destrói a ideia de que aqui no Porto vivemos sempre na cizânia, que estamos sempre todos incapazes de chegar a acordo", disse.

Mas o autarca independente não deixou de criticar o ano de atraso na concretização desta transferência da gestão da empresa do Estado para as autarquias, sobretudo devido a burocracias.

É verdadeiramente extraordinário que tendo havido um acordo, trabalhado pela administração da STCP, com a tutela e com os municípios, nós andássemos um ano às voltas para conseguir resolver um problema ente sectores do Estado. Perdemos um ano", frisou.

Para Rui Moreira, "é urgente perceber que há coisas que não podem demorar".

Contudo, Moreira disse acreditar que a partir de agora a STCP vai estar mais próxima das populações e frisou que "o transporte público é a solução óbvia para os problemas" que terão que ser enfrentados "seguramente nas próximas décadas".

Também o presidente do Conselho Metropolitano do Porto e da Câmara de Gaia, Eduardo Vítor Rodrigues, elogiou a forma como os autarcas conseguiram "montar este desafio para a STCP", esperando que a empresa "possa ter, mais do que vida nova, uma vida renovada".

Eduardo Vítor Rodrigues lembrou a "incerteza" e até "dúvida" que os municípios tiveram quando o desafio foi lançado, adiantando que é intenção agora "ajudar a conceber a STCP como uma empresa mais próxima dos cidadãos", para que lhes responda "de forma mais ágil e expedita".

Apesar de continuar a ser propriedade do Estado, a gestão da STCP ficará a cargo, durante sete anos, de seis municípios servidos pela rede de transportes urbanos: Porto, Vila Nova de Gaia, Matosinhos, Maia, Gondomar e Valongo.

O acordo para a transferência de competências foi rubricado em Janeiro e aprovado pelo Tribunal de Contas em Agosto.

  
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