Governo realizará "imediatamente" diligência pedida pela justiça sobre filhos de ex-diplomata do Iraque

18 de Janeiro de 2018 | por Lusa
Governo realizará O ministro dos Negócios Estrangeiros português disse hoje que realizará "imediatamente", pela "via diplomática apropriada", a diligência que a Procuradoria-Geral da República peça no processo que envolve os filhos do antigo embaixador iraquiano, acusados de tentativa de homicídio.
"Logo que a Procuradoria-Geral da República comunicar ao Ministério dos Negócios Estrangeiros que diligência pretenda seja realizada junto das autoridades iraquianas, será imediatamente realizada tal diligência pela via diplomática apropriada", afirmou o chefe da diplomacia portuguesa, Augusto Santos Silva, em resposta a uma pergunta da agência Lusa.
O Ministério Público (MP) deduziu acusação contra os filhos do antigo embaixador iraquiano em Portugal por tentativa de homicídio de um jovem, em agosto de 2016, em Ponte de Sor, no distrito de Portalegre.
A acusação foi divulgada na página da Internet do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Évora, sem identificar os arguidos, mas fontes judiciais confirmaram hoje à agência Lusa que são os filhos do antigo embaixador do Iraque em Portugal.
"Em inquérito cuja investigação correu termos no DIAP de Évora, o Ministério Público deduziu acusação para julgamento por tribunal coletivo contra dois arguidos, imputando-lhes a prática de um crime homicídio na forma tentada", pode ler-se no comunicado.
As mesmas fontes judiciais explicaram à Lusa que o processo de investigação foi encerrado e que foi proferido o despacho de acusação, aguardando-se que os arguidos sejam notificados.
O caso aconteceu a 17 de agosto de 2016, quando o jovem Rúben Cavaco foi espancado em Ponte de Sor pelos filhos do embaixador do Iraque em Portugal, Haider e Ridha, gémeos que tinham na altura 17 anos.
O jovem sofreu múltiplas fraturas, tendo sido transferido no mesmo dia do centro de saúde local para o Hospital de Santa Maria, em Lisboa, e chegou mesmo a estar em coma induzido. Acabou por ter alta hospitalar no início de setembro de 2016.
Em janeiro de 2017, o ministro dos Negócios Estrangeiros anunciou que as autoridades iraquianas tinham retirado o seu diplomata de Lisboa, considerando não existirem condições para a sua permanência em Portugal.
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