Ferro Rodrigues pede reformas estruturais

23 de Janeiro de 2018 | por Lusa
Ferro Rodrigues pede reformas estruturais

O presidente do parlamento alertou para o risco da autossatisfação no PS com os resultados do Governo e avisou que "não basta um bom ciclo económico para garantir a solidez política de uma governação".
Este foi um dos alertas deixados por Ferro Rodrigues no discurso aos deputados socialistas, onde esteve ao lado do secretário-geral do PS e primeiro-ministro, António Costa, no jantar das jornadas parlamentares, em Coimbra, em que defendeu reformas estruturais e opções inadiáveis".
Num discurso aos deputados, Ferro disse ser necessário manter os "compromissos internos" com as "exigências internacionais" na União Europeia e alertou que o sentido de exigência dos portugueses "só vai aumentar", não bastam os resultados económicos para se ter sucesso.
"Sou um economista de formação. Mas sei bem, todos sabemos, que não basta um bom ciclo económico para garantir a solidez política de uma governação. É condição necessária, mas não é suficiente", disse.
O presidente da Assembleia da República e ex-líder do PS lembrou que há "exemplos de partidos de governo que não se afirmam politicamente apesar dos bons resultados económicos serem abundantes", especialmente entre os socialistas europeus.
"As boas conjunturas não duram sempre, e ninguém fará o trabalho por nós", disse.
Um novo aviso foi feito quando disse que os "portugueses não compreenderiam que, por taticismos pré-eleitorais, este ano de 2018 não fosse aproveitado para fazer avançar mudanças estruturais adiadas há demasiado tempo".
As "mudanças estruturais e as opções inadiáveis" que "Portugal exige" e não as que "querem impor", conclui.
Um exemplo de reforma necessária para 2018 -- ano em que não há eleições -- são as propostas para a transparência na vida política e na descentralização de competências para as autarquias, ambas em debate na Assembleia da República.
Apesar de ser um "risco muito limitado" no PS, Eduardo Ferro Rodrigues advertiu que, para o partido, depois dos bons resultados económicos do Governo ou a vitória nas autárquicas de outubro de 2015, "o maior risco agora é o da autossatisfação".
As jornadas parlamentares do PS terminam na terça-feira, em Coimbra, com um debate sobre a transparência na política e a descentralização de competências para as autarquias.

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