Sismo de 7,9 abala o Alasca

23 de Janeiro de 2018 | por Público
Sismo de 7,9 abala o Alasca

Um sismo de magnitude 7,9 na escala de Richter foi registado na manhã desta terça-feira a 278 quilómetros a sudoeste da cidade de Kodiak, no Alasca, revela o site dos Serviços Geológicos dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês). O sismo foi registado às 9h31. Inicialmente o centro geológico estimou uma magnitude de 8,2 na escala de Richter, mas foi posteriormente revisto para 7,9. 

O epicentro foi registado no mar, com um hipocentro de 25 quilómetros de profundidade, segundo os cálculos mais recentes, o que levou as autoridades a emitirem um alerta de tsunami para o Alasca e Canadá.

Como é habitual nestes casos têm sido sentidas réplicas, as mais fortes com magnitudes de 5 e 7 na escala de Richter.

"Alertas de tsunami indicam que existe um risco elevado de inundação", explica o serviço de emergência num alerta para o Alasca e Colúmbia Britânica, que é acompanhado por um mensagem dirigida à população localizada na costa do Alasca e que apela à fuga para zonas de altitude mais elevada.

"Com base nos dados disponíveis recolhidos, o tsunami que pode ter sido gerado por este sismo poderá potencialmente destruir toda a zona costeira, mesmo em zonas afastadas do epicentro", alerta o Centro de Alertas de Tsunami do Pacífico.

A agência metereológica do Japão também está a acompanhar a situação, mas ainda não lançou um alerta de tsunami, acrescenta a Reuters.

Em 1964, o Alasca ficou na história

Como o PÚBLICO lembrou em 2016, numa das viagens da jornalista Isabel Lucas aos Estados Unidos, foi em Anchorage, a maior cidade do Alasca (com menos de 300 mil habitantes) que foi registado o maior tsunami da história dos Estados Unidos e o segundo maior do mundo, com uma escala de 9,2, provocado por uma ruptura nas placas tectónicas do Pacífico e da América do Norte. O tsunami de 1964 foi provocado por um sismo.

As ondas provocadas foram notadas em vinte países e submergiram o sudeste do Alasca. As maiores tinham de 67 metros de altura. Morreram 139 pessoas. Mais de 50 anos depois a reconstrução ainda não terminou.

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