Jonas começou por ser réu, acabou como redentor

30 de Janeiro de 2018 | por Público
Jonas começou por ser réu, acabou como redentor

Muitas vezes para o bem e poucas vezes para o mal, Jonas tem sido um jogador marcante no Benfica. Sempre goleador, quase sempre decisivo e raras vezes o réu de um mau resultado. Nesta segunda-feira, no Restelo, o avançado brasileiro foi ambas as coisas. Falhou um penálti que podia ter lançado os “encarnados” para mais um triunfo, mas acabou por se redimir num livre directo no último minuto, que salvou a equipa da derrota frente ao Belenenses. Acabou por dar empate (1-1) este derby de Lisboa, mas o Benfica, mesmo salvo do desaire, falhou o ataque à liderança da Liga, perante um Belenenses que foi tão ambicioso como o seu novato treinador, Silas, prometia.

Silas sempre foi um jogador de bola no pé em todas as equipas pelas quais passou, desde os primeiros tempos no Atlético até aos dias finais no Cova da Piedade. Como treinador, cargo que desempenha há pouco mais de duas semanas, quer que todos os jogadores, do guarda-redes ao avançado, sejam como ele, de bola no pé, rente ao chão, em passe curto e em risco permanente. Sem bolas bombeadas para a frente, sem pontapés para a bancada, com pressão alta. E com ambição. Silas não assinava, à partida, um empate com o tetracampeão nacional.

Provalmente, Rui Vitória não estaria à espera de um adversário assim, a querer dividir o jogo. Era um problema que o Benfica teria de resolver sem Krovinovic, perdido por lesão para o resto da temporada. E não era por declarar uma abundância de soluções (nada menos que quatro) que o técnico benfiquista iria sentir a falta do médio croata. João Carvalho foi a primeira solução testada e não foi, de todo, a mesma coisa. Talvez Zivkovic, que entrou para a última meia-hora de jogo, seja um melhor recurso.

Foi assim durante quase todo o encontro. O Belenenses a arriscar nas saídas a partir de trás, o Benfica a não pressionar o suficiente para conseguir forçar os erros dos “azuis”. No seu jogo positivo, o Belenenses quase foi feliz logo no início, com um remate perigoso de Chaby aos 3’ que Varela conseguiu deter. A primeira situação com algum perigo do campeão nacional só aconteceu ao passar da meia-hora de jogo, com Sasso a cortar um remate potencialmente perigoso de Jonas. Mais um remate rasteiro de Salvio aos 39’ e foi o melhor que o Benfica conseguiu fazer na primeira parte.

Na segunda metade, as pernas belenenses já pareciam menos frescas para aguentar a equipa “encarnada”, que tinha Cervi como principal motor ofensivo. Salvio ainda obrigou Felipe Mendes a uma boa defesa aos 46’, mas o Belenenses também teve a sua hipótese, com um cabeceamento de Sasso por cima da trave na sequência de um canto.

Aos 71’, aconteceu um dos lances que podiam ter mudado o desfecho do jogo. Num contra-ataque lançado por Zivkovic, Cervi acaba por ser derrubado por Gonçalo Silva, Bruno Paixão assinala penálti, mas o habitualmente eficaz Jonas foi menos assertivo na marcação e Filipe Mendes defendeu. Logo a seguir, aos 75’, nova oportunidade gigante para o Benfica, com Cervi a rematar por cima quando estava sozinho perante o guarda-redes da casa.

Enquanto Rui Vitória ia lançado corpos para o ataque (Seferovic e Jiménez), Silas também jogou com as suas armas, uma delas um jovem brasileiro ligado ao Chelsea, que nunca jogou pelos “blues” de Londres, chamado Nathan. E aos 86’, pegou da bola, rematou e foi feliz, materializando a ambição do treinador. O Benfica enervou-se e parecia já não conseguir ganhar alguma coisa frente a um adversário que geralmente não lhe colocava problemas. Mas, bem para lá dos 90’, num livre directo, Jonas afastou toda a gente da bola. Poucos segundos depois ela estava lá dentro.

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