A lição de Mathieu aos avançados

01 de Fevereiro de 2018 | por Público
A lição de Mathieu aos avançados

Actualização da Liga portuguesa até à 20.ª jornada: o Sporting é líder. No dia em que fechou a janela de Inverno e em que se oficializam os últimos negócios, os “leões” triunfaram sobre o Vitória de Guimarães por 1-0 e assumiram o comando do campeonato, depois da fraca defesa que o FC Porto fez desse estatuto, em Moreira de Cónegos, e de o Benfica não ter feito melhor, no Restelo. Em noite de grande desinspiração geral, foi Jéremy Mathieu a fazer de avançado e a quebrar o enorme esforço defensivo da equipa vitoriana, já bem perto do fim do jogo.

Os “leões” chegam, assim, aos 50 pontos, continuam sem perder e estão a atravessar da melhor maneira a fase mais difícil da temporada, que vai ter já mais um capítulo no próximo domingo, na Amoreira, e prossegue na próxima semana com a primeira mão da meia-final da Taça de Portugal com o FC Porto. Já o Vitória, manteve os 26 pontos e vai ficando cada vez mais longe dos lugares europeus.

Com alguma rotação pelo meio, e tendo em conta a grande limitação de não ter Gelson Martins, a ideia de Jesus para o confronto com o Vitória não fugiu muito a planos recentes. Tendo Bas Dost como referência, Rúben Ribeiro e Bruno Fernandes iam rodando entre o flanco e o meio, com Acuña na esquerda e Battaglia ao lado de William Carvalho. Já Pedro Martins, contava com a capacidade de segurar a bola de Tallo, e na velocidade de Sturgeon, Hurtado e Raphinha, este último “leão” garantido para a próxima época.

Pedro Martins deve ter dito à sua equipa para não se preocupar muito em ter a bola e deixar o Sporting recrear-se com ela, em jeito de desafio aos “leões”: vá, tentem meter a bola na área para o holandês que se farta de marcar golos. O Sporting aceitou o desafio, mas não o conseguia cumprir. Havia muita circulação de bola, talvez demasiada, mas sem grande propósito. Havia ali muita gente para circular a bola de uns para os outros, mas pouca gente para a receber em zona de finalização. Bas Dost, claro, tinha meia defesa vimaranense em cima dele.

Quando podia, o Vitória espreitava a transição rápida, com Raphinha a surgir um par de vezes em zona de tiro, mas com os remates um bocado descalibrados.

O melhor que o Sporting fez na primeira parte foram remates de perigo relativo de Fábio Coentrão e William Carvalho, muito pouco para quem queria atacar a liderança e, por isso, Jesus promoveu a entrada de Montero para o lugar de Rúben Ribeiro logo no início da segunda parte, a pensar em mais presença na área e menos circulação de bola inconsequente.

Antes que pudesse ver algum resultado do acasalamento colombiano-holandês, Bas Dost queixou-se, deitou-se no chão e saiu. Entrou Doumbia e a presença do costa-marfinense obrigaria o Sporting a mudar a sua matriz de jogo, a tentar menos bola na área e mais bola pelo chão, em velocidade. E durante alguns minutos, o Sporting não estranhou este modelo. Acuña teve dois remates enrolados aos 48’ após jogada de Ristovski e, aos 58’, Doumbia foi bem lançado por William, mas o remate do africano foi desviado pelo guarda-redes Douglas.

Esta já era uma fase em que o Vitória tinha praticamente abdicado do ataque, mas parecia bem confortável neste papel. Os “leões” foram carregando e foram tendo as suas hipóteses, primeiro de Bruno César, que rematou ao poste após cruzamento de Coentrão, depois de Acuña, num remate acrobático de fora da área, que teria sido um grande golo, mas que foi uma grande defesa de um enorme Douglas.

Estava tudo fechado, ou pelo menos assim parecia. Aos 84’, William bateu um livre curto para Acuña, que fez o cruzamento e Mathieu fez o que mais ninguém na equipa conseguiu. De pé esquerdo argentino para pé esquerdo francês, assim se construiu a vitória dificílima do Sporting, que está a ter uma grande semana, com um título, escorregadelas dos rivais e, ao contrário do que acontecera no Bonfim, a ser feliz nos últimos minutos. Mais pragmático que isto, impossível.

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