Paulo Macedo recoloca Caixa a dar lucro

02 de Fevereiro de 2018 | via publico.pt
Paulo Macedo recoloca Caixa a dar lucro

O banco público fechou 2017 com um resultado líquido positivo de 52 milhões de euros, que contrasta com o enorme prejuízo de 2016, que chegou perto dos dois mil milhões. Este é o primeiro exercício positivo nos últimos seis anos e chega um ano antes do previsto pelo próprio Paulo Macedo. 

Na base desta recuperação estiveram não só a melhoria dos resultados obtidos pelo negócio dos balcões da Caixa, em especial o saldo entre os juros pagos pelas poupanças e os juros cobrados nos créditos, mas também o resultados de operações financeiras. A redução de custos da estrutura, em pleno programa de eliminação de postos de trabalho e balcões, e a reduzida despesa com créditos problemáticos (depois da forte limpeza de balanço feita no exercício anterior), também explicam aquilo que Rui Vilar, presidente do conselho de administração, considera ser "o sinal visível da viragem de página" na vida do maior grupo bancario.

Na apresentação de abertura da conferência de imprensa de divulgação das contas anuais, Vilar referiu que a CGD tem agora "as condições de capital, de liquidez e institucionais" para fazer um caminho de "sucesso". E lembrou que o banco público está a cumprir com os compromissos assumidos com as autoridades europeias. 

Recorde-se que o banco acordou com Bruxelas e Frankfurt uma recapitalização num valor global de cinco mil milhões de euros, que permitiu limpar imparidades de mais de dois mil milhões de euros em 2016. 

O presidente-executivo Paulo Macedo recordou isso mesmo, isto é, que o ano de 2017 fica marcado pela recapitalizacao do banco e que o ano de 2018 tem se ser, e de acordo com o plano estratégico, o da recuperação. Um sinal que já se reflecte nas contas "com uma convergência em termos de margem financeira" e "com os resultados a serem positivos " quando a expectativa era que ainda se mantivessem negativos até 2018.

A explicar esta aceleração no cumprimento da meta de rentabilização esteve a margem financeira, que recuperou 201,4 milhões de euros para os 1.241 milhões, na sequência de uma diminuição do custo de financiamento, não só pela eliminação da despesa com a ajuda pública (através dos CoCos, instrumentos de dívida), mas também com o custo mais baixo nos juros. 

Em paralelo, as comissões aumentaram em 15 milhões para 464,9 milhões, um reflexo não só da maior dinâmica na venda dos serviços aos clientes, mas também de uma subida generalizada nos preços tabelados. Um tema que vindo a marcar a actualidade da gestão de Paulo Macedo, mas que tem aqui um reflexo no desempenho que o antigo ministro da Saúde tem conseguido à frente do banco público. 

Sobre este assunto, "temos claramente a intenção de aumentar o volume de comissões, mas não temos a intenção de mexer no tarifário deste ano", explicou Paulo Macedo, esta sexta-feira aos jornalistas. E esclareceu que o "assunto de eleição da CGD não são as comissões", mas o facto de a CGD ter regressado aos lucros antes do previsto no plano estratégico. Ainda assim, sublinhou que "um milhão e 300 mil clientes (700 mil reformados e jovens) isentos de comissões cobradas pela CGD em 2017 vão continuar isentos este ano", assegurou Paulo Macedo.

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