Sporting deixou liderança na Amoreira

05 de Fevereiro de 2018 | por Público
Sporting deixou liderança na Amoreira

Talvez a primeira derrota do Sporting nas competições nacionais tenha começado no momento em que se escolheu o campo. Talvez tenha começado antes, na lesão muscular de Gelson Martins e na lesão nas costelas de Bas Dost, talvez tenha passado por um bocado de relva solta na pequena área de uma das balizas, mas passou, sem dúvida, por subestimar um adversário que é bem melhor do que a sua classificação indicia. O Estoril-Praia não precisou de ser cínico nem de jogar à italiana para ganhar neste domingo (2-0) a um Sporting que se pode queixar de muita coisa, sobretudo de si próprio e de algumas limitações que acabaram por ser evidentes na deslocação à Amoreira. Mas não da arbitragem. O que Manuel Mota viu mal, o VAR corrigiu.

Já se tinha percebido que os “leões” estavam na reserva na fase mais intensa da época, mas estavam a conseguir passar incólumes à tormenta, com a conquista da Taça da Liga pelo meio. Jesus tinha-se queixado de só ter tempo para recuperar a equipa e de não poder preparar os jogos, mas quem continua em vários palcos sofre com isso. E talvez o técnico “leonino” tenha perdido pouco tempo a pensar nos sinais de retoma da equipa de Ivo Vieira, de como esta já tinha conseguido ganhar meio jogo ao FC Porto, e do acréscimo de qualidade que o mercado de Inverno trouxe aos “canarinhos”, a respirarem melhor na luta pela manutenção com estes três pontos. Para o Sporting, a consequência directa da primeira derrota é ficar atrás do FC Porto e nivelado em pontos com o Benfica.

O Estoril tinha a lição bem estudada para lidar com as condições atmosféricas, o Sporting não. Nos primeiros minutos, tentou dois cantos directos que só não deram golo porque Rui Patrício estava atento, mas os “leões” até reagiram bem a estes sustos iniciais, com boas iniciativas e remates de Bruno César, Doumbia, mais umas arrancadas de Acuña. Mas, depois dos ensaios iniciais, o Estoril chegou ao golo. Foram vários cantos de seguida e, num deles, aos 27’, Fábio Coentrão evitou o golo em cima da linha, mas a bola sobrou para Kyriakou, que foi eficaz.

A este percalço inicial, o Sporting não reagiu de imediato e, três minutos depois, já estava mais uma bola dentro da baliza de Rui Patrício. A jogada começou em Aílton e acabou em Ewandro, que, a dois tempos, fez o golo perante a oposição do guarda-redes “leonino”, mas não festejou de imediato. O assistente tinha a bandeira levantada por suposto fora-de-jogo do brasileiro, mas o videoárbitro (VAR) avaliou bem o lance e concluiu que não havia ilegalidade.

Só com os dois golos de diferença é que o Sporting tentou verdadeiramente mudar os acontecimentos, pelo menos reduzir a desvantagem. E esteve muito perto de o fazer em várias ocasiões. Por duas vezes Bruno César teve o golo nos pés, uma delas defendida por Renan, a outra inutilizada por um pedaço de relva solta na área do Estoril. Pelo meio, Coates também falhou na cara de Renan após cruzamento de Coentrão. Jesus esperou até ao intervalo para lançar Fredy Montero, a primeira de três soluções de banco — as outras foram Rúben Ribeiro e Bryan Ruiz —,que pouco ou nada acrescentaram.

Os “leões” ainda entraram com vontade na segunda parte, criaram várias vezes perigo, mas a solidária defesa estorilista, liderada pelo guarda-redes, resolveu tudo. Os minutos foram passando, os “leões” foram perdendo discernimento e o nível de alerta para a equipa da casa foi baixando. Até ao fim, a bola ainda entrou uma vez em cada baliza — Ewandro pelo Estoril aos 71’, e Montero pelo Sporting na compensação —, mas o VAR voltou a decidir bem em ambos os casos. Nada se alterou num jogo de boas notícias para o Estoril e de sinais preocupantes para o Sporting. Se foi assim na Amoreira, como será daqui a três dias no Dragão?

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