Dia do Euromelanoma

15 de Maio de 2019 | por Lusa
Dia do Euromelanoma

Mais de 45 serviços de dermatologia em todo o país disponibilizam hoje rastreios gratuitos de cancros de pele a cerca de 2.000 pessoas para assinalar o Dia do Euromelanoma.

Estes rastreios, segundo a Associação Portuguesa de Cancro Cutâneo (APCC), são dirigidos a pessoas com riscos acrescidos de cancro de pele e inserem-se na campanha do Dia do Euromelanoma, que se estende este ano aos Estados Unidos da América, América do Sul e Ásia.

Em simultâneo, serão distribuídos por todas as autarquias do país cartazes que alertam para a importância da prevenção e do autoexame, mostrando às pessoas como procurar e identificar sinais suspeitos.

A APCC alerta para a necessidade de as pessoas se protegerem, não só na praia, mas em todas as atividades ao ar livre, lembrando que os resultados do rastreio de 2018 indicam que 70% das pessoas usavam sempre protetor na praia, mas apenas 28% usavam em todas as atividades ao ar livre.

No Dia do Euromelanoma de 2018 foram rastreadas 1.602 pessoas - em 45 serviços de dermatologia (77% públicos e 23% privados) --, nas quais foram detetados 133 casos de queratoses actinicas, 55 carcinomas basocelulares, 24 melanomas e 17 carcinomas espinocelulares.

A APCC defende como medida preventiva o encerramento definitivo, mas programado, dos solários, sublinhando que está provado que as pessoas que os frequentam têm um risco aumentado de cancro de pele.

O presidente da APCC, Osvaldo Correia, lembra que, na Austrália, onde os solários estão proibidos, as autoridades "perceberam cedo que não se conseguia chegar aos resultados que se queria apenas com a fiscalização".

"De uma vez por todas, as pessoas têm de interiorizar que os solários são indutores dos cancros de pele. Este ano surgiram mais estudos internacionais, alguns em que Portugal participou, que demonstram a relação entre a exposição prévia a solários e o aumento de risco de todos os cancros de pele", afirmou.

Além da defesa do encerramento dos solários, a associação pretende ainda chamar a atenção para a necessidade de inclusão de todos os cancros de pele no Registo Oncológico Nacional, recordando que os custos com os não melanomas nos hospitais públicos são já quatro vezes mais.

"Os custos inerentes ao tratamento do cancro de pele estão a aumentar em todo o mundo, e Portugal não é exceção. Há cerca de quatro vezes mais custos, num estudo realizado em Portugal em hospitais públicos, com cancros de pele não melanoma, o que significa que é preciso ter nos registos", disse o presidente da associação.

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