Depois do meio-dia vamos ver Mercúrio a passar em frente ao Sol

11 de Novembro de 2019 | por Público
Depois do meio-dia vamos ver Mercúrio a passar em frente ao Sol

Esta segunda-feira ocorre um trânsito solar de Mercúrio que será visível em todo o território português, segundo o site do Observatório Astronómico de Lisboa (OAL). O fenómeno terá início pelas 12h36 e durará cerca de cinco horas. Se em Portugal continental o seu término não será visível, na Madeira e nos Açores será visível por completo – isto se as condições meteorológicas o permitirem.

O que irá mesmo acontecer? Mercúrio irá passar directamente à frente do Sol e isso será visível da Terra. “Durante o trânsito, o planeta apenas tapa a luz solar na nossa direcção, aparecendo como um pequeno disco negro em frente ao disco solar”, refere o OAL.

Este fenómeno poderá ser observado no extremo ocidental da Ásia e Médio Oriente, em toda a Europa, na parte ocidental do oceano Índico, em toda a África, na América do Sul, na América do Norte (excepto no Alasca) e no oceano Atlântico, e ainda na maior parte do oceano Pacífico e na Nova Zelândia.

Concretamente, em Portugal continental, a duração total do trânsito de Mercúrio será de cerca de cinco horas com início por volta das 12h36 e com o seu máximo pelas 15h20. Contudo, o seu término não será aqui visível, porque o pôr do Sol ocorrerá às 17h27. Na região autónoma da Madeira e dos Açores, este fenómeno será completamente visível do início ao fim.

O último trânsito de Mercúrio foi em 2016 e o próximo não será antes de 2032, segundo o site EarthSky.

Como Mercúrio está a uma distância média de 58 milhões de quilómetros do Sol e a Terra está a 150 milhões de quilómetros, durante o trânsito, Mercúrio surge 158 vezes mais pequeno do que o Sol e não se consegue ver a olho nu.

O OAL refere ainda que este fenómeno deve ser observado em segurança e que nunca deve ser observado através de filtros solares oculares. “Pode observar-se o trânsito de Mercúrio através dum telescópio equipado com filtro objectivo solar adequado”, aconselha o OAL, acrescentando que a objectiva do telescópio deve ser tapada com um filtro solar adequado.

Também se indica que a forma mais acessível de se observar o trânsito de Mercúrio é projectar a imagem do Sol através de binóculos num cartão branco. Depois, um segundo cartão pode ser posto à frente da ocular, o que melhorará o contraste da imagem da projecção. “A imagem solar no cartão-alvo aparecerá branca com o pequeno ponto negro de Mercúrio (semelhante a uma mancha solar)”, lê-se. A mesma técnica pode ser usada com um telescópio refractor.

Para se tirar fotografias ao pontinho escuro de Mercúrio no disco solar, os requisitos visuais e fotográficos devem ser idênticos aos da observação de manchas solares e eclipses solares parciais.

A primeira pessoa a ver este fenómeno foi o astrónomo francês Pierre Gassendi em 1631, duas décadas após a construção do primeiro telescópio.

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