Incêndios florestais cancelam Rali da Austrália

12 de Novembro de 2019 | por Lusa
Incêndios florestais cancelam Rali da Austrália

Os incêndios florestais que lavram na região de Nova Gales do Sul, na Austrália, levaram hoje ao cancelamento da última prova do Mundial de Ralis, anunciou a organização.

Os violentos incêndios que têm lavrado na zona em que se deveria desenrolar a 14.ª e última prova do campeonato obrigaram os organizadores a tomar a decisão, "por razões de segurança".

"Era a única coisa a fazer, tendo em conta que somos responsáveis pela segurança de todas as pessoas envolvidas na prova", explicou o diretor do evento, Andrew Papadopoulos.

O Governo de Nova Gales do Sul decretou o estado de emergência devido às altas temperaturas, falta de humidade e condições de vento que se fazem sentir atualmente, com as previsões a apontarem para um agravamento das condições meteorológicas.

Centenas de escolas foram encerradas e as zonas florestais foram evacuadas devido aos cerca de 50 incêndios que lavram com intensidade.

O pior dos incêndios lavra na zona nordeste do estado e já provocou a morte a três pessoas, destruindo ainda 150 habitações junto a Coffs Harbour, que seria a base da prova.

"Não era apropriado realizar o rali. Os nossos pensamentos estão com a comunidade de Nova Gales do Sul, especialmente com as pessoas que perderam os seus entes queridos e as suas casas em resultado dos incêndios", sublinhou o mesmo responsável.

O cancelamento da prova atribuiu, automaticamente, o título de construtores à Hyundai, que saiu do Rali de Espanha com 18 pontos de vantagem sobre a Toyota.

"O cancelamento do Rali da Austrália é a decisão certa, considerando todas as circunstâncias. Em termos desportivos, é incrível vencermos o nosso primeiro título mundial. É o resultado de muitos anos de esforço. Esta época foi incrivelmente dura e competitiva. Gostaríamos de ter lutado até ao fim, mas temos de estar orgulhosos pelo que conseguimos", destacou o italiano Andrea Adamo, diretor desportivo da equipa sul-coreana.

O título de pilotos já estava matematicamente decidido a favor do estónio Ott Tanak, da Toyota, que pôs fim a um reinado do francês Sébastien Ogier, que já durava há seis temporadas.

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