Líder da AMP quer lutar por Metro do Porto com rigor em vez de "berraria parola"

21 de Fevereiro de 2020 | por Lusa
Líder da AMP quer lutar por Metro do Porto com rigor em vez de

O presidente da Área Metropolitana do Porto, Eduardo Vítor Rodrigues, defendeu hoje a necessidade de lutar pela expansão do Metro do Porto com "estudos rigorosos" e "inteligência", em vez de o fazer com "insulto ou berraria parola".

"Se os estudos viabilizarem as linhas, teremos todos de lutar por mais dinheiro do que está previsto, mas acho que isso é mesmo possível. Prefiro lutar com estudos rigorosos e dados concretos, pugnando com inteligência pelo investimento, do que fazê-lo ao insulto ou na berraria parola", afirmou, em Gondomar, no distrito do Porto, na cerimónia de assinatura do protocolo para desenvolver estudos de linhas do Metro do Porto ou de metrobus.

O também presidente da câmara de Gaia frisou ainda que "só por cegueira partidária ou obsessão por insultos, alguns não perceberam" estar em causa um momento que "traz novas oportunidades para lutar por mais" no que diz respeito à expansão do Metro, pelo que devia ter sido "aproveitado para unir e não para dividir".

"O metro não é mobiliário urbano. Não serve para decorar cidades, mas para transportar pessoas onde há pessoas", alertou Eduardo Vítor.

O ministro do Ambiente e da Ação Climática garantiu hoje aos autarcas da Área Metropolitana do Porto que os estudos vão ser feitos "de forma completamente transparente e com o maior rigor técnico".

A garantia não impediu a presidente da Câmara de Vila do Conde, Elisa Ferraz (PS), de lamentar o protocolo "feito à pressa" e o autarca da Trofa, Sérgio Humberto, de lembrar que a linha de metro daquele concelho já foi alvo dos "estudos todos", sendo uma promessa com 18 anos, feita por dali terem retirado a linha de comboio.

Eduardo Vítor esclareceu que, respondendo ao repto do ministro para decidir quais os futuros investimentos no Metro do Porto, foi decido voltar aos estudos feitos "há cinco anos" e que concluíram "priorizar algumas linhas e eliminar outras", porque, entretanto, o contexto do transporte público mudou.

Na cerimónia, o presidente da empresa Metro do Porto, Tiago Braga, destacou que o metrobus "não é o parente pobre" do metro sobre carris.

"Na definição da tipologia do modo de transporte adequado a cada contexto e a cada realidade concreta, não há filhos nem enteados. Há soluções pesadas, de grande capacidade -- mas cujo impacto de instalação é igualmente pesado -, do mesmo modo que há soluções modernas, ligeiras e pouco intrusivas, de grande flexibilidade e comprovadamente vantajosas", observou.

A AMP propôs ao Governo avançar com os estudos de viabilidade económica em sete linhas do metro do Grande Porto, cuja expansão será decidida até ao final do ano.

O protocolo foi assinado pelos municípios diretamente envolvidos: Gondomar, Maia, Matosinhos, Porto, Póvoa do Varzim, Trofa, Vila do Conde e Vila Nova de Gaia.

Em causa estão cerca de 860 milhões de euros do Plano Nacional de Investimento (PNI) 2030, sendo que cerca de 620 milhões de euros se destinam à consolidação da rede do Metro do Porto e 240 milhões de euros são para o desenvolvimento de sistemas de transportes coletivos.

As verbas deverão ser executadas entre 2021 e 2030.

Nas sete ligações propostas pela AMP estão as ligações Casa da Música-Devesas-Santo Ovídeo, prolongamento da linha circular (Casa da Música-Polo Universitário da Asprela ou Combatentes), Gondomar (Campanhã-Souto, via Valbom), São Mamede (Polo Universitário Asprela/Fonte do Cuco), ISMAI--Trofa, Campo Alegre e II Linha da Maia (polo Universitário Asprela/FEUP - Maia).

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