
“Se isso for necessário, assim o farei”, garantiu Pedro Passos Coelho, no debate de apresentação da moção de censura do PCP ao Governo.
Já antes, Pedro Passos Coelho afirmara que nunca se “furtou” a comunicar medidas “antipáticas” ao país. O primeiro-ministro voltou a frisar que tudo fará para que as causas desta crise económica sejam erradicadas. "Estamos a fazer tudo para nunca mais termos de passar por outra crise igual", disse.
O deputado comunista João Oliveira perguntou ao primeiro-ministro se está a preparar novos cortes nos subsídios de férias e de Natal. Já o líder parlamentar do BE, Luís Fazenda, questionou o governante sobre a possibilidade dos cortes nos subsídios dos funcionários públicos serem alargados ao sector privado. “Garante aqui hoje que não vai aplicar uma sobretaxa aos subsídios de Natal e férias do sector privado?” Fazenda questionou ainda o Governo sobre o que pretende “confiscar” nas Parcerias Público-Privadas.
Passos Coelho reiterou que o Governo tomará todas as medidas necessárias que visarem a execução do Orçamento do Estado e voltou a acenar com as metas que o país está obrigado a cumprir para consolidar as contas públicas.
Na sua primeira intervenção, o primeiro-ministro enumerou o “desígnio reformista” do Executivo: saúde, educação, justiça, desemprego jovem, rendas excessivas, mercado de trabalho. Passos recusou que haja motivos para censurar o Governo e falou em “esperança no futuro”.