
O Governo mostra-se convicto de que os problemas que se repetiram na Páscoa, com filas demoradas de condutores com matrícula estrangeira junto à fronteira, não vão voltar a acontecer a partir de agora.
A agência Lusa relata, porém, que um dos novos sistemas, em que é associada a matrícula do carro ao cartão bancário do condutor, está a gerar alguma confusão entre estrangeiros que querem entrar em Portugal pela Ponte Internacional do Guadiana, na Via do Infante (A22), antiga Scut (auto-estrada sem custos para o utilizador).
O outro meio de pagamento pressupõe a utilização de um “cartão portagens”, o Toll Card, como lhe chama a Estradas de Portugal. Funciona com um carregamento prévio (de cinco, dez euros, 20 ou 40 euros) e obriga a que ao cartão pré-carregado esteja associada a matrícula do veículo para ser debitado o valor das portagens.
Para isso, o condutor de matrícula estrangeira tem, primeiro, de enviar uma mensagem escrita por telemóvel para activar este meio de pagamento.
A EP garante, em comunicado, que o cartão vai estar à venda online e “em todos os canais de venda que constituam pontos de contacto com os visitantes”, incluindo “localizações no estrangeiro”. No território português, pode ser comprado nas estações de serviço das auto-estradas, nos balcões dos CTT (com a Unicre um dos parceiros da implementação dos novos sistemas) e em locais aderentes.
O sistema de pagamento feito através do cartão bancário, denominado pela Estradas de Portugal EasyToll, passa pelo pagamento da portagem em máquina. Para fazer a transacção, os condutores passam o cartão bancário na máquina e o sistema “faz a associação da matrícula do veículo ao cartão bancário”.
Este meio de pagamento já estava a funcionar junto à ponte do Guadiana e, agora, está também disponível em Vila Real de Santo António (A22), Vilar Formoso (A25), Chaves (A24) e Vila Nova de Cerveira (EN13).
Junto à Ponte Internacional do Guadiana, a Lusa constatou que “muitos” estrangeiros têm dificuldade em compreender como funcionam os dois sistemas e que “só com a ajuda de cerca de cinco funcionários conseguem optar por uma das várias modalidades de pagamento”.
A EP acredita que os dois novos sistemas vão “facilitar e agilizar grandemente a circulação nas auto-estradas” portuguesas. O mesmo entendimento tem o Governo. O secretário de Estado das Obras Públicas, Sérgio Monteiro, acredita que os problemas na fronteira não voltarão a acontecer e que “o impacto no nosso turismo é mínimo e que as férias em Portugal vão ser feitas com toda a comodidade”, segundo a Lusa.
Sérgio Monteiro estimou ainda que os dois novos meios de pagamento têm um potencial de receita entre “40 a 50 milhões de euros”, cita a mesma agência noticiosa.