De acordo com um relatório publicado hoje pela agência de notação financeira, “os últimos indicadores económicos sugerem que a maioria das economias europeias está cada vez mais próxima da recessão e que os principais países da União Económica e Monetária europeia estão a ser cada vez mais afetados”.
Segundo a agência de ‘rating’, algumas das pressões ao desempenho económico da zona euro são provenientes de uma recuperação mais lenta que a esperada das economias emergentes, mas os problemas são essencialmente domésticos.
Os analistas da agência dizem que a desalavancagem simultânea no setor público, privado e na banca estão a colocar entraves ao crescimento económico.
Este processo atingiu níveis diferentes nos diferentes países mas a agência diz que espera que a desalavancagem “demore ainda vários anos ficar completa” e que este processo “aumenta a probabilidade de 2013 vir a ser mais um ano de crescimento muito fraco, na melhor das hipóteses”.
A Standard & Poor’s diz ainda que os bancos estão a usar o financiamento do Banco Central Europeu para os seus próprios processos de desalavancagem ao invés de reconduzir essa liquidez para o setor privado, limitando assim a eficácia das medidas tomadas pelo BCE.
A Agência diz ainda que com os bancos começaram a ter cada vez maior relutância em emprestarem dinheiro entre si ao mesmo tempo que a regulação desencorajou os bancos com excedentes a tomar mais riscos. Esta situação prejudicou os bancos da periferia que se viram obrigados a pagar os seus empréstimos aos bancos do norte e ainda a continuar a financiar os défices externos dos seus países (Itália, Espanha, Grécia, Portugal). Tudo somado, o BCE teve de intervir e acabou por via indireta a financiar os défices externos dos países da periferia através dos seus empréstimos aos bancos.