33ª edição do Jazz no Parque

Programação combina artistas emergentes e consagrados, nacionais e internacionais.

06 Jul
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14 Jul

A 33ª edição do Festival Serralves Jazz no Parque decorre nos fins-de-semana de 6 e 7 e 13 e 14 de Julho, com uma programação que combina artistas emergentes e consagrados, nacionais e internacionais, em sete concertos no auditório do museu e no palco do Ténis de Serralves.

Esta edição do Jazz no Parque, organizada, mais uma vez, por Rodrigo Amado, realiza-se nos magníficos jardins da Fundação de Serralves e espaços do Museu, num ambiente marcado pelos sons universais do jazz e da improvisação livre.

“Numa altura em que a arte contemporânea se encontra ‘sitiada’ por uma profunda crise a nível mundial, com origem nos temas incontornáveis da guerra e das alterações climáticas, o Jazz no Parque dá continuidade a uma aposta em projetos que desafiam as convenções e expandem os limites estilísticos do género” afirma Rodrigo Amado.

Nos sete concertos, quatro no primeiro fim-de-semana de 6 e 7 de Julho e três no segundo, de 13 e 14 de Julho, atuam intérpretes vindos da Argentina, França, Polónia e Portugal, que cruzam estilos que vão da música erudita ao rock psicadélico, ou do minimal e repetitivo à música de câmara.

O arranque do festival acontece no sábado, 6 de Julho, às 17h, no Auditório, com o concerto de piano e voz a solo de Marta Warelis, da Polónia, uma das intérpretes da novíssima geração europeia do jazz, que se distingue pelas intersecções e música improvisada e pela composição em tempo real.

Segue-se, às 18.30, no Ténis Serralves, o concerto de Ingrid Laubrock, no saxofone, Michael Formanek, no contrabaixo, e Jim Black, na bateria, vindos dos EUA, num concerto que combina a improvisação pura com a música erudita contemporânea.

Sábado 6 de Julho

17h00 – Marta Warelis Solo (Polónia)

Marta Warelis – piano

18h30 – Ingrid Laubrock, Michael Formanek & Jim Black (EUA)

Ingrid Laubrock – saxofone

Michael Formanek – contrabaixo

Jim Black – bateria

Marta Warelis é uma das mais extraordinárias vozes da novíssima geração Europeia do jazz. Com um crescente reconhecimento um pouco por todo o mundo (Dave Douglas chamou-a recentemente para o seu sexteto), a pianista Polaca baseada em Amsterdão tem construído uma carreira nas intersecções do jazz, música improvisada e composição em tempo real. Nas suas atuações a solo, verdadeiros assombros de criatividade, emoção e técnica, é possível observar uma capacidade rara de transição entre diferentes linguagens e universos estéticos. Mais tarde, naquele que será o segundo concerto do dia, surge a oportunidade para testemunhar o encontro inédito entre três das mais importantes figuras do jazz Norte-Americano, Ingrid Laubrock, Michael Formanek & Jim Black. Três músicos superlativos que, também eles, atravessam inúmeras fronteiras estilísticas, estendendo a sua ação a áreas que vão da improvisação pura à música erudita contemporânea. Configura-se assim uma oportunidade única para observar em tempo real os mecanismos invisíveis que regem o grande jazz, entre a forma e a abstração, entre a composição e o gesto livre, intuitivo.

No domingo, 7 de Julho, às 17h, no Auditório, o dueto nacional Mariana Dionísio, voz, e João Pereira, bateria, interpretam “Tracapangã“, um diálogo musical que junta a exploração do som e o rigor da execução com a ligação orgânica às raízes e à terra.

O Serralves Jazz continua às 18.30, no Ténis Serralves, com a estreia do novo trio de Mário Costa, na bateria, acompanhado dos franceses Emile Parisien, no saxofone e Bruno Chevillon, no contrabaixo, que interpretam “Homo Sapiens”.

Domingo 7 de Julho

17h00 – Mariana Dionísio & João Pereira “Tracapangã” (Portugal)

Mariana Dionísio – voz

João Pereira – bateria

18h30 – Mário Costa “Homo Sapiens” (Portugal, França)

Emile Parisien – saxofone

Bruno Chevillon – contrabaixo

Mário Costa – bateria

Mariana Dionísio e João Pereira são dois dos mais criativos e versáteis músicos da cena nacional. Dionísio alinha-se numa tradição musical que alia o gosto pela exploração pura de sons e texturas a um profundo cuidado com o detalhe e o rigor musical. Pereira, bem conhecido por constituir um dos vértices do trio de Ricardo Toscano, representa aqui o contraponto orgânico, a ligação à terra. Juntos apresentam-nos “Tracapangã”, um diálogo improvisado cujas raízes se situam no universo da canção. No segundo concerto do dia, expectativas altas para a estreia do novo trio de Mário Costa, “Homo Sapiens”. Baterista nortenho com forte projeção a nível internacional, Costa tem desenvolvido um percurso notável onde se cruzam distintos universos musicais, do jazz à canção ou ao fado. Para este novo projeto são convocados dois músicos de exceção – Bruno Chevillon, veterano contrabaixista que já participava no quarteto de “Chromosome”, e Emile Parisien, saxofonista versátil que vem acumulando colaborações de referência, de Nasheet Waits a Lillinger, Humair ou Portal.

O segundo fim-de-semana abre no sábado, 13 de Julho, às 17h, no Auditório, com o espetáculo The Selva, dos portugueses Ricardo Jacinto, no violoncelo, Gonçalo Almeida, no contrabaixo e Nuno Morão, na bateria, um trio que combina a electro acústica, minimal e repetitiva e música de câmara.

Às 18h30, no Ténis Serralves, entra em palco o trio Flora, liderado por Marcelo dos Reis, na guitarra, acompanhado por Miguel Falcão, no contrabaixo, e por Luís Filipe Silva, na bateria, num concerto de inspiração directa no jazz de fusão dos anos 70 e no rock psicadélico mais exploratório e progressivo.

Sábado 13 de Julho

17h00 – The Selva (Portugal)

Ricardo Jacinto – violoncelo

Gonçalo Almeida – contrabaixo

Nuno Morão – bateria

18h30 – Marcelo dos Reis “Flora” (Portugal)

Marcelo dos Reis – guitarra

Miguel Falcão – contrabaixo

Luís Filipe Silva – bateria

A abrir o segundo fim de semana do Festival, e numa altura em que celebram o lançamento do seu quarto álbum, “Camarão Girafa”, surgem os The Selva. O trio partilhado por Ricardo Jacinto, Gonçalo Almeida e Nuno Morão dá continuidade à exploração de um alargado espectro sonoro que privilegia a electro acústica, minimal e repetitiva, como área estratégica de ação. Um espetáculo com uma forte componente de música de câmara onde a contaminação da eletrónica e o espírito da improvisação levam a música para novos e inesperados universos musicais. Mais tarde, naquele que será o segundo concerto do dia, Marcelo dos Reis apresenta o seu novo trio, “Flora”. Assumindo uma inspiração direta no jazz de fusão dos anos 70 e no rock psicadélico mais exploratório e progressivo, Reis subverte essas mesmas linguagens e chega a uma música vibrante que sobrevive de forma notável a este início do novo século. Música situada nas fronteiras entre o jazz, o rock e a música improvisada, cuja personalidade se revela particularmente forte em concerto, ao vivo.

A 33ª edição do Jazz no Parque 2024 encerra no domingo, 14 de Julho, às 18h30, no Ténis Serralves, com a apresentação do álbum “Árbol Adentro”, com o contrabaixo argentino Demian Cabaud e os portugueses João Pedro Brandão e José Pedro Coelho, saxofones, João Grilo, piano e Marcos Cavaleiro, bateria, num concerto que vai cruzar o improviso, o folclore argentino e a música de câmara.

Domingo 14 de Julho

18h30 – Demian Cabaud “Árbol Adentro” (Argentina, Portugal)

João Pedro Brandão – saxofone

José Pedro Coelho – saxofone

João Grilo – piano

Demian Cabaud – contrabaixo

Marcos Cavaleiro – bateria

Finalmente, a encerrar o festival, e como nas edições anteriores em dia de concerto único, Demian Cabaud apresenta-nos o seu mais recente álbum, “Árbol Adentro”. Contrabaixista Argentino há muito a residir em Portugal, Cabaud tornou-se rapidamente num dos mais ativos jazzmen em solo nacional. Compositor de exceção, trabalha contextos musicais que cruzam o jazz com o folclore Argentino e a música de câmara, privilegiando depois uma interpretação fortemente pessoal, onde a improvisação e a personalidade dos músicos que o rodeiam é determinante no resultado final. Para isso, Cabaud reúne aqui um grupo de grandes músicos, todos com créditos firmados em nome próprio, com os quais desenvolve há muito o necessário grau de comunicação.

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