
Inserida no programa oficial das comemorações do V Centenário do nascimento de Luís de Camões, Relicário Perpétuo chega ao Teatro São João a 11 e 12 de setembro. Produção do Teatro Nacional de São Carlos reúne um conjunto excecional de artistas.

Partindo da pergunta “de todos os Camões, qual deles guardar e celebrar?”, a ópera Relicário Perpétuo convoca múltiplas faces do poeta – do lírico ao épico, do dramaturgo ao autor de odes – numa narrativa que cruza tradição e invenção. Num cenário de inspiração oriental, um príncipe colecionador acumula objetos sem conseguir decidir o seu valor, enquanto espera o regresso do pai, figura que representa a sua bússola moral e estética. É neste espaço simbólico que Camões disputa o seu lugar no cânone, influenciado por um Vizir que lhe aponta as virtudes da epopeia.
Assumindo-se como uma tragicomédia, Relicário Perpétuo apresenta um libreto onde coexistem várias línguas, incluindo o papiamentu e o negrillo, inventadas a partir do provençal e do catalão, assim como o português literário seiscentista, tratado como mais uma língua estrangeira. O resultado é uma obra que propõe uma revisitação perpétua da figura de Camões e do relicário linguístico.
Estreada no dia 10 de junho, no Teatro Camões, em Lisboa, a ópera Relicário Perpétuo chega agora ao Porto. Inserida nas comemorações oficiais do V Centenário do nascimento de Luís de Camões, reúne um conjunto de criadores e intérpretes de referência. A composição musical é de Luís Tinoco, o libreto de Luísa Costa Gomes, a encenação e os figurinos de Nuno Carinhas, e a direção musical da maestrina Joana Carneiro, que dirige a Orquestra Sinfónica Portuguesa.
Relicário Perpétuo apresenta-se no Teatro Nacional São João, nos dias 11 e 12 de setembro, sexta-feira, às 21h00, e sábado, às 19h00. O preço dos bilhetes varia entre 10 e 25 euros.
Imagem: Matilde Fieschi



