PRISMA – Do Douro ao Porto

PRISMA – Do Douro ao Porto: uma exposição que revela a luz, o território e a cultura do vinho do Porto.

23 Jan
a
01 Ago

O Museu do Porto inaugura, dia 23 de janeiro, às 18 horas, “PRISMA — Do Douro ao Porto”, uma exposição que propõe uma viagem sensorial e concetual pelo território do Douro e pela história do vinho do Porto, numa sessão que contará com a presença do vereador da Cultura, Jorge Sobrado, e dos curadores da exposição, Mafalda Nicolau de Almeida e Gørvell.

A exposição estará aberta ao público até dia 1 de agosto, no coração da Ribeira, e revela a interação entre natureza, tempo e gesto humano na construção desta paisagem cultural única.

Uma experiência sensorial e conceptual

PRISMA — Do Douro ao Porto articula micro e macro perspetivas, mostrando como fatores naturais, sociais e históricos moldaram o Douro e a sua produção vinícola e se combinam para criar o vinho do Porto. Nesta exposição, dividida em três núcleos — A Cultura da Terra, A Cultura do Vinho e A Cultura do Tempo —, o visitante é convidado a tornar-se parte do processo, absorvendo e interpretando a informação que cada instalação oferece.

A diversidade de agentes e culturas

A mostra explora a diversidade de agentes que moldaram a região do Douro e o vinho do Porto: lavradores, trabalhadores da vinha, arrais e marinheiros, adegueiros, comerciantes, exportadores e também comunidades estrangeiras que contribuíram para a economia e cultura local. “O rio Douro foi o eixo que uniu geografias, pessoas e culturas, permitindo a circulação do vinho e das histórias que moldaram a região” — António Barreto, Douro, Rio Gente e Vinho (2014).

Três dimensões de uma mesma cultura

PRISMA — Do Douro ao Porto organiza-se em três pisos que exploram diferentes dimensões da cultura do vinho e do território duriense.

No primeiro piso, A Cultura da Terra apresenta o território do Douro, o xisto e a morfologia do solo, revelando como os vitivinicultores interpretam o terroir para transformar a matéria-prima.

No segundo, A Cultura do Vinho conduz o visitante pelos processos de fermentação, vindima e vinificação, refletindo sobre a interação entre técnica, tempo e gesto humano na criação do vinho do Porto.

No terceiro piso, A Cultura do Tempo evidencia o envelhecimento do vinho, a influência do oxigénio e do tempo em garrafa ou em madeira, e a arte do blend, que permite a diversidade de estilos que caracteriza o vinho do Porto. Em cada piso, luz, som e materialidade pretendem transformar o espaço num prisma interativo, onde o visitante se torna parte da narrativa, absorvendo e interpretando a informação apresentada.

O visitante como prisma

“O observador assume também o papel de prisma: absorve e interpreta a luz, tornando-se parte do processo” — Mafalda Nicolau de Almeida e Gørvell.

A luz branca atravessa cada instalação, representando a informação que o ser humano interpreta e transforma. O diálogo entre natureza e cultura é central na proposta expositiva, permitindo que cada visitante construa a sua própria leitura do Douro e do vinho do Porto.

Investigação e criação artística

A exposição integra pesquisa científica e artística sobre a transformação do território e da matéria, propondo uma experiência sensorial que cruza história, geografia, cultura e arte contemporânea. A riqueza do Douro e do seu vinho é explorada de forma inovadora, com obras que abordam a natureza do xisto, os processos de fermentação, o envelhecimento e a arte do blend, transmitindo de forma poética e científica a complexidade desta cultura duriense.

Programação paralela

A exposição é acompanhada por uma programação paralela, que amplia a experiência expositiva e convida o público a participar, ativamente, na leitura do território, do vinho e do tempo. Visitas orientadas, oficinas para famílias, sessões de inventário e conversas com prova de vinho propõem diferentes formas de contacto com os temas da exposição, cruzando criação artística, conhecimento e participação cultural.

A primeira visita orientada à exposição decorre em fevereiro, conduzida pelos curadores Mafalda Nicolau de Almeida e/ou Gørvell, oferecendo uma leitura aprofundada dos conceitos e opções curatoriais de PRISMA — Do Douro ao Porto. Novas visitas realizam-se ao longo do período expositivo, nomeadamente em março e junho.

Ainda em fevereiro, decorre também uma sessão de inventário, dedicada ao trabalho museológico e artístico, explorando o vinho como matéria de experimentação plástica.

A partir de março, a programação prolonga-se com oficinas para famílias, orientadas por Walter Almeida, que convidam à exploração criativa do vinho enquanto matéria sensorial, através da prática do desenho à vista em diálogo com a exposição e a paisagem envolvente do Museu do Vinho do Porto.

Entre março e maio, realiza-se o ciclo PRISMA — Conversas em Prova, que reúne produtores de vinho do Porto e os criadores da exposição em encontros informais que combinam conversa, prova e reflexão. Nestes encontros, o vinho é entendido como matéria sensível, objeto cultural e dispositivo de pensamento.

Com esta programação paralela, PRISMA – Do Douro ao Porto afirma-se como um projeto expositivo vivo, em permanente diálogo com os públicos ao longo de todo o período da exposição.

Mais informação sobre a exposição está disponível na página do Museu do Porto.

Fotografia: Miguel Nogueira

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