Luís Montenegro salienta importância dos valores da democracia e da segurança.

Os Estados Unidos assinalam hoje o 25.º aniversário dos atentados do 11 de Setembro, o mais mortífero ataque terrorista cometido em território norte-americano que causou quase três mil mortos, incluindo nove vítimas portuguesas e lusodescendentes.
Cerimónias vão decorrer nos locais atingidos pelos quatro aviões comerciais de passageiros que foram sequestrados por elementos da rede terrorista Al-Qaida em 2001: no “Ground Zero”, em Nova Iorque, onde se encontravam as Torres Gémeas do World Trade Center, no Pentágono (sede do Departamento de Defesa), nos arredores de Washington, e em Shanksville, na Pensilvânia.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, marca presença nas cerimónias no Pentágono, enquanto o vice-presidente, JD Vance, estará em Nova Iorque, na zona do “Ground Zero”, como ficou conhecido o local dos ataques e onde hoje fica o museu e o memorial do 11 de Setembro. Autoridades governamentais também estarão em Shanksville, onde se despenhou um dos aviões sequestrados.
Nas Nações Unidas, em Nova Iorque, está agendado um debate no Conselho de Segurança sobre a luta contra o terrorismo e na sede da NATO, em Bruxelas, está prevista uma cerimónia com a presença dos representantes permanentes dos países da Aliança Atlântica, bem como de membros da comunidade diplomática, militar e internacional da organização.
Os atentados do 11 de Setembro desencadearam profundas alterações na política externa e de segurança dos Estados Unidos, mas também a nível mundial, incluindo o lançamento da chamada “guerra contra o terrorismo” e a intervenção militar no Afeganistão.
Foi a única vez que o artigo 5.º da NATO, que prevê uma cláusula de solidariedade e estipula que um ataque armado contra um país membro da Aliança seja considerado como um ataque dirigido contra todos, foi ativado.
Montenegro salienta importância dos valores da democracia e da segurança
O primeiro-ministro lembrou hoje as vítimas dos atentados de há 25 anos em Nova Iorque, incluindo cidadãos portugueses, e salientou a importância das alianças políticas e dos valores como a democracia, a segurança e a liberdade.
“O mundo mudou há 25 anos”, escreveu Luís Montenegro na rede social X, no dia em que se assinalam 25 anos dos atentados do 11 de setembro, o mais mortífero ataque terrorista cometido em território norte-americano, que causou quase três mil mortos, incluindo nove vítimas portuguesas e lusodescendentes.
O primeiro-ministro referiu que, “neste dia tão doloroso para os Estados Unidos e para todos os países que prezam e defendem a liberdade”, impõe-se lembrar “os muitos, incluindo portugueses, que perderam a vida no 11 de setembro”.
“E vincamos também a força das nossas convicções, a vitalidade dos nossos valores e a importância das nossas alianças, pela democracia, pela segurança, pela liberdade”, acrescentou.
Em 11 de setembro de 2001, dois aviões sequestrados por terroristas da Al-Qaida atingiram as Torres Gémeas do World Trade Center, em Nova Iorque, provocando o colapso dos edifícios duas horas após o impacto, enquanto um terceiro aparelho atingiu o Pentágono nos arredores de Washington.
Um quarto avião, que se acredita que tinha como alvo o Capitólio (sede do Congresso) ou a Casa Branca (presidência dos Estados Unidos), despenhou-se perto de Shanksville, na Pensilvânia, depois de passageiros e membros da tripulação terem tentado recuperar o controlo da aeronave.
A par das vítimas mortais registadas naquele dia, estima-se que mais de 9.400 pessoas morreram devido a doenças ligadas à exposição dos efeitos dos ataques.