Desde 2014, à exceção dos anos marcados pela pandemia de covid-19, os então presidentes do Porto e de Gaia, Rui Moreira (independente) e Eduardo Vítor Rodrigues (PS), respetivamente, encontravam-se a meio desta travessia metálica, no tabuleiro inferior, para dar um aperto de mão e brindar à união.

O presidente da Câmara de Gaia, Luís Filipe Menezes, afirmou esta terça-feira que não vai cumprimentar o seu homólogo do Porto na Ponte Luiz I, como aconteceu na noite de São João em anos anteriores, porque “essas parolices acabaram”.
“Esta noite de São João, eu espero que não chova — o orvalho faz parte -, mas nós não nos vamos cumprimentar a meio da ponte, porque essas parolices acabaram com estes mandatos”, disse aos jornalistas Luís Filipe Menezes (PSD/CDS-PP/IL).
O autarca de Vila Nova de Gaia falava ao lado do presidente da Câmara do Porto, Pedro Duarte (PSD/CDS-PP/IL), após a apresentação do projeto para uma nova ponte pedonal e ciclável sobre o Douro a ligar os dois concelhos.
“Já estamos aqui os dois juntos, cada um vai ter os seus convidados, mas fizemos um esforço os dois para que este São João já fosse um bocadinho diferente”, acrescentou, dizendo ainda que os dois autarcas investiram “um bocadinho mais” no fogo de artifício, ao qual se segue concertos “com artistas portugueses bem populares”.
Desde 2014, à exceção dos anos marcados pela pandemia de covid-19, os então presidentes do Porto e de Gaia, Rui Moreira (independente) e Eduardo Vítor Rodrigues (PS), respetivamente, encontravam-se a meio desta travessia metálica, no tabuleiro inferior, para dar um aperto de mão e brindar à união.
A ponte que liga as duas cidades foi construída entre 1881 e 1886 para substituir a antiga ponte suspensa que existia no mesmo local.
Inaugurada em 31 de outubro de 1886, a Ponte Luiz I é um dos ex-líbris das zonas ribeirinhas do Porto e de Gaia, está integrada na zona classificada como Património Mundial pela UNESCO e é “palco” esta noite de um espetáculo de fogo de artifício de 12 minutos, no âmbito das festas de São João.