Alsa tem 53 novos autocarros elétricos na AMP e deixa criticas às entidades públicas

No total da rede Unir, segundo o presidente da Transportes Metropolitanos do Porto (TMP) Nuno Neves de Sousa, contabilizam-se agora “103 autocarros 100% elétricos, 129 veículos a gás natural e 11 híbridos”.

Fevereiro 19, 2026

A Alsa apresentou hoje 53 novos autocarros elétricos para operar em Gondomar, Valongo, Santo Tirso e Paredes, apontando críticas às entidades públicas dentro e fora da Área Metropolitana do Porto (AMP) quanto às condições para os passageiros.

“De nada vale oferecermos autocarros modernos, com aquecimento, ar condicionado e sistemas de localização se os passageiros entram frustrados porque, passados mais de 700 dias desde o início da operação da rede Unir, ainda faltam instalar paragens e informação de horários na via pública em diversos pontos da rede, sobretudo nas paragens fora da Área Metropolitana do Porto”, disse hoje Juan Gómez Pina, diretor-geral da Alsa para Portugal, na apresentação dos 53 novos autocarros elétricos nas instalações da empresa em Fânzeres (Gondomar, distrito do Porto).

Para o responsável, “esta é uma responsabilidade que impacta diretamente na perceção do valor do investimento que quer os operadores, quer os municípios fazem nesta operação”.

“Os nossos passageiros são os vossos munícipes”, lembrou, apelando “a que ajudem a operação dotando as vias de faixas bus, melhorando a velocidade comercial e permitindo a todos chegar mais rápido e de forma mais viável e pontual”, recordando que “numa região metropolitana com eixos de reconhecimento congestionados, as faixas bus não são um luxo, são uma necessidade para que o transporte público seja uma alternativa credível ao automóvel individual”.

Juan Gómez lembrou que desde o arranque da rede Unir, em dezembro de 2023, houve uma “implementação de uma nova rede não adequada planificada no caderno de encargos” que “em plena operação” teve de “passar de uma operação preparada para 185 autocarros e 230 motoristas para uma operação de 220 autocarros e 272 motoristas”.

“Estas circunstâncias trouxeram desafios enormes, desde a escassez de pessoal qualificado, as dificuldades de contratação, as necessidades de formar equipas e consolidar processos operacionais complexos em tempo recorde”, referiu.

Assim, também apontou que “para que a operação possa fluir com melhor perceção de qualidade de serviço dos passageiros, a sua adequada planificação é determinante”, pedindo “agilidade nas decisões e alcançar acordos nas liquidações e receber relativamente as verbas correspondentes aos serviços efetivamente prestados”.

“Alguns dos pagamentos estão por liquidar desde o início da operação. Os operadores precisam de ver estes temas resolvidos em tempo útil, pois só assim conseguiremos prestar um serviço adequado e de forma sustentável”, alertou.

Juan Gómez referiu que no lote de Gondomar/Santo Tirso/Paredes/Valongo passa “agora a operar com uma frota de 220 veículos, dos quais a metade são amigos do ambiente, 78 veículos elétricos e 33 movidos a gás natural”.

No total da rede Unir, segundo o presidente da Transportes Metropolitanos do Porto (TMP) Nuno Neves de Sousa, contabilizam-se agora “103 autocarros 100% elétricos, 129 veículos a gás natural e 11 híbridos”, frisando que o lote 2 é hoje o que tem “mais validações em toda a operação, totalizando mais 12 milhões de validações, o que representa um crescimento de 13,3% face a 2024”.

Também presente na mesma ocasião, o presidente da Câmara de Gondomar, Luís Filipe Araújo, anunciou uma “auditoria externa à operação da Unir no seu território”, algo a realizar “em total colaboração com a administração da TMP [Transportes Metropolitanos do Porto]”, sendo um exercício focado em “avaliar e promover sempre as melhorias necessárias”.

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