AM do Porto relembra Diogo Jota como um jogador que “nunca se deixou deslumbrar”

“Nunca se afastou das suas raízes, das suas pessoas, do seu modo de estar”, adiantou a deputada Maria Barbosa Ducharne.

Julho 8, 2025

A Assembleia Municipal (AM) do Porto aprovou, por unanimidade, um voto de pesar pela morte de Diogo Jota e do seu irmão André Silva, que morreram na quinta-feira num acidente de viação em Espanha.

Em representação de todas as forças políticas, que subscreveram posteriormente o voto de pesar, a deputada Maria Barbosa Ducharne, eleita do Grupo Municipal Rui Moreira: Aqui Há Porto, relembrou Diogo Jota como “humilde, discreto, trabalhador, focado, leal, com um sorriso sincero e uma identidade que nunca trocou por nenhum palco”.

“O que o distinguia, mais do que os golos ou os troféus, era a forma como nunca se deixou deslumbrar. Nunca se afastou das suas raízes, das suas pessoas, do seu modo de estar”, afirmou a eleita.

Maria Barbosa Ducharne sublinhou como a partida de Diogo Jota e do seu irmão André Silva gerou uma “adesão profunda, transversal e sentida”, espelho da “autenticidade” dos dois jogadores.

“Num tempo tão marcado pelo ruído, pelo imediatismo e pela exposição, Diogo Jota recorda-nos que é possível ser grande sem deixar de ser simples. Que é possível conquistar tudo em absoluta e comovente fidelidade aos nossos, às nossas origens e lugares. E que isso – essa autenticidade – vale a pena, marca e faz bem”, afirmou a deputada municipal, que endereçou os sentimentos à família e amigos do jogador e do irmão.

Diogo Jota, de 28 anos, e o irmão André Silva, de 25, morreram na quinta-feira de madrugada, num acidente de viação na A52, em Cernadilla, Zamora, em Espanha.

O avançado internacional português jogava no Liverpool, emblema que representava há cinco épocas e pelo qual venceu uma Liga inglesa, uma Taça de Inglaterra e duas Taças da Liga, sagrando-se ainda campeão do Championship, o segundo escalão inglês, com o Wolverhampton.

Depois da formação no Gondomar e no Paços de Ferreira, o avançado representou por uma época o FC Porto, por empréstimo do Atlético de Madrid, sendo depois cedido pelos espanhóis ao Wolverhampton, no qual esteve três temporadas.

Na seleção portuguesa, Diogo Jota somou 49 internacionalizações e 14 golos, tendo conquistado duas edições da Liga das Nações, a mais recente

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