Ana Aragão expõe “Inventarium: Derivas da Forma” no aniversário da Casa Comum da U.Porto

“Inventarium: Derivas da Forma” explora “a potencialidade expansiva” do desenho.

Abril 8, 2026

 Desenhos, esculturas, esquissos, textos e fotografias integram a exposição “Inventarium: Derivas da Forma”, de Ana Aragão, que inaugura na segunda-feira, dando início às comemorações dos oito anos da Casa Comum, da Reitoria da Universidade do Porto (U.Porto).

A vice-reitora para a Cultura e Museus da U.Porto, Fátima Vieira, afirma esta quarta-feira, em comunicado, que a obra de Ana Aragão “é particularmente importante para o que se quer afirmar no nosso projeto de intervenção cultural: a necessidade de libertarmos a imaginação”.

Ou seja, sustenta Fátima Vieira, “a cultura não é apenas memória ou reflexão: é também projeção, invenção e liberdade. Nos delirantes imaginários urbanos de Ana Aragão encontramos novas formas de ver, de pensar e de habitar o mundo.”

“Inventarium: Derivas da Forma” explora “a potencialidade expansiva” do desenho.

Organizada em três salas, a exposição estabelece, assim, “um diálogo entre o desenho e a escultura, materializando a relação entre matriz e desdobramento, entre linguagem gráfica e presença tridimensional. O desenho a surgir aqui como origem conceptual e formal, a partir da qual a obra ganha escala e corpo”.

Nascida no Porto, esta artista visual com formação em Arquitetura pela Faculdade de Arquitetura da U.Porto (FAUP) regressa à Casa Comum seis anos depois de ali ter apresentado a exposição “Galeria X”.

Ana Aragão participou na Bienal de Veneza (2014, 2016 e 2021) e representou Portugal na Expo 2025 Osaka, com a série “My Plan for Japan”, apresentada no Pavilhão de Portugal.

A artista expôs em cidades como Londres, Paris, Tóquio e Buenos Aires, bem como em instituições como a Fundação Oriente (Macau), Museu do Oriente (Lisboa), Sociedade Nacional de Belas-Artes, Fundação Altice, Casa da Arquitetura e Reitoria da U.Porto.

Em 2024, foi distinguida com a Medalha de Mérito da Cidade do Porto pelo contributo artístico e cultural do seu trabalho. Tem obras nas coleções do Centro Cultural de Belém, Museu do Oriente (Macau e Lisboa), Museu da Presidência da República e SNBA, além de diversas coleções privadas e institucionais internacionais.

Atualmente, a artista dedica-se exclusivamente ao desenho, explorando imaginários urbanos, arquitetura de papel e sistemas de interligação entre lugares, pessoas e conhecimento.

O programa das comemorações do 8.º aniversário da Casa Comum, que vão decorrer entre segunda-feira e o dia 18, inclui também música, oficinas, performance, cinema, literatura e poesia, entre outros eventos.

A performance poética e musical de Ana Deus e Marta Abreu “inaugura” às 21:30, na segunda-feira, a festa de aniversário da Casa Comum.

Esta colaboração entre as duas artistas surgiu após a exposição “Mulheres que fazem barulho”, que esteve patente na Casa Comum em 2022 e que teve como objetivo celebrar as carreiras de 16 mulheres da música rock nacional.

A Casa Comum, inaugurada em abril de 2019, é “um lugar de partilha de saberes (cinema, exposições, literatura, música, performances, seminários científicos e culturais e oficinas para crianças)” localizado no 1.º piso do edifício da Reitoria da U.Porto, na baixa da cidade.

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