Anulados despejos de cinco associações de Vilar de Andorinho em Gaia

Em causa estão a Associação Recreativa Clube Balteiro Jovem, o Grupo Desportivo Vila d”Este, a Associação de Moradores de Vila d”Este, o Grupo Desportivo Cem Paus e a Associação de Condomínios da Urbanização de Vila d”Este (ACUVE).

Maio 13, 2026

As notificações para cinco associações da freguesia de Vilar de Andorinho, em Vila Nova de Gaia (distrito do Porto), deixarem os seus espaços, ficaram sem efeito, disse esta quarta-feira à Lusa a presidente da junta local, Andreia Teixeira.

“Na passada segunda e terça-feira houve reuniões com as coletividades todas, a situação de todas foi revogada”, disse esta quarta-feira à Lusa a presidente da junta de freguesia de Vilar de Andorinho (PS).

Em causa estão a Associação Recreativa Clube Balteiro Jovem, o Grupo Desportivo Vila d”Este, a Associação de Moradores de Vila d”Este, o Grupo Desportivo Cem Paus e a Associação de Condomínios da Urbanização de Vila d”Este (ACUVE).

De acordo com a autarca, as coletividades “têm agora que apresentar um plano de atividades, vão ser revistos os contratos, mas ninguém fica sem as sedes”, sendo que “o primeiro contrato terá uma periodicidade de três anos e depois será reavaliado ano a ano”.

No dia 06 de maio, a Lusa noticiou que a Câmara de Gaia notificou várias associações da freguesia de Vilar de Andorinho para deixarem os espaços onde desenvolvem as suas atividades, incluindo desportivas, disse à Lusa o vereador do PS João Paulo Correia.

De acordo com algumas das notificações, a que a Lusa teve acesso, em causa estão rescisões, com efeitos imediatos, dos contratos de comodato enviadas pela empresa municipal Gaiurb, alegando “desvio dos objetivos previstos” nos contratos celebrados.

Para João Paulo Correia, em causa estava “um ataque à identidade quer da Vila D”Este, quer do Balteiro”, estando em causa “associações que são motores da prática desportiva, da prática recreativa, por onde passaram já muitas gerações”.

“Muitas vezes são essas associações que falam em nome daqueles que não têm voz para falar e que não têm palco para ser ouvidos”, denunciando o vereador um “ataque à identidade das próprias organizações e ao tecido local” e considerando que “notificar quatro associações para desalojá-las, sem lhes dar alternativa, é matá-las”.

Um dia depois, a autarquia liderada por Luís Filipe Menezes (eleito pela coligação PSD/CDS-PP/IL) negou estar a despejar associações de Vilar de Andorinho, apesar das notificações para rescisão de contratos, defendendo estar “a fazer uma avaliação do seu objeto social e do seu interesse social para a comunidade”.

“A [empresa municipal] Gaiurb não está a despejar ninguém, mas apenas a fazer uma avaliação do seu objeto social e do seu interesse social para a comunidade”, segundo numa resposta de fonte oficial da Câmara de Gaia à Lusa.

 A autarquia referiu ainda que a Gaiurb iria “promover reuniões com todas as associações em causa, para avaliar as atividades que se justifiquem socialmente, a continuação de todos os comodatos e consequente ocupação das lojas”.

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