O regulamento foi aprovado por maioria, com a abstenção do Bloco de Esquerda.

A Assembleia Municipal do Porto aprovou, na segunda-feira à noite, o regulamento municipal do Conselho Municipal do Desporto, um órgão consultivo cuja missão é acompanhar, avaliar e emitir parecer sobre o Plano Estratégico de Desenvolvimento Desportivo Municipal.
O regulamento foi aprovado por maioria, com a abstenção do Bloco de Esquerda.
Na sessão, conforme é descrito hoje no “site” da autarquia do Porto, vários deputados deram sugestões sobre esta nova estrutura criada pelo executivo de Pedro Duarte (PSD/CDS-PP/IL).
Lembrando a importância de medidas de combate ao sedentarismo, pela bancada do PS, Ricardo Meireles sugeriu a integração de representantes das Unidades Locais de Saúde Santo António e São João, enquanto pelos bloquistas, Susana Constante Pereira criticou a ausência de representantes da saúde pública e de estruturas da rede social, bem como da divisão municipal da cidadania.
Já Leonor Medon (CDU) exigiu reforço ao desporto popular e do movimento associativo, falou das carências de equipamentos nas freguesias e disse ver como “uma lacuna” que no novo Conselho Municipal do Desporto as entidades com direito de voto são estruturas representativas e clubes com contrato de financiamento com o município, remetendo as coletividades informais e de bairro “a meros observadores”.
Saudando a iniciativa, o movimento Filipe Araújo: Fazer à Porto considerou “normal” que estas estruturas “não nasçam perfeitas”, enquanto Ignácio Prieto (PSD) lembrou que o Porto é uma cidade com muita tradição desportiva e falou em espaço de participação e diálogo, acompanhando José Maria Montenegro (CDS-PP), que mostrou confiança em que “todas as sensibilidades sejam atendidas”.
Em novembro do ano passado, por ocasião da discussão desta proposta em reunião de executivo camarário, foi realçado que o Conselho Municipal do Desporto seria um órgão consultivo que permitirá acompanhar, avaliar e emitir parecer sobre o Plano Estratégico de Desenvolvimento Desportivo Municipal.
Na proposta é sublinhado como objetivo “a consolidação de uma estratégia municipal de desenvolvimento desportivo, adequada às novas tendências e às especificidades de cada território, beneficia de mecanismos estáveis de participação, auscultação e avaliação, que envolvam clubes, associações, federações, escolas, instituições de ensino superior, juntas de freguesia e demais entidades com intervenção relevante no domínio do desporto”.
No início da sessão, foram ainda aprovados, por unanimidade, dois votos de pesar pelos falecimentos de Carlos Brito e Álvaro Pinto Júnior.
Carlos Brito foi vereador da Câmara, entre 1981 e 1985, eleito pelo PSD, partido pelo se candidatou, em 1989, à presidência do município. Na atividade política foi Governador Civil do Porto, além de deputado e ministro da Defesa Nacional do XI Governo Constitucional, presidido por Cavaco Silva.
Álvaro Pinto Júnior integrou a primeira direção presidida por Jorge Nuno Pinto da Costa, exercendo as funções de vice-presidente no FC Porto.