Pedro Duarte disse hoje preferir “ter 40 polícias na rua do que 40 polícias dentro de uma esquadra”, mas ressalvou considerar que “é importante haver apoio às populações e haver postos de atendimento”.

O presidente da Câmara do Porto, Pedro Duarte, reiterou hoje que quem se deslocar à esquadra da PSP em Cedofeita será atendido “seja turista ou não”.
“A informação que eu tenho é que, apesar de ter havido uns problemas durante uns dias, hoje em dia quem se deslocar àquela esquadra no período diurno é atendido, seja turista ou não seja turista”, garantiu hoje Pedro Duarte.
Na terça-feira, o Comando Metropolitano do Porto da PSP admitiu que a 2.ª Esquadra, responsável pelo atendimento à população local, já não se encontra nas instalações da Praça de Pedro Nunes, em Cedofeita, contrariando informações que havia dado à Lusa na passada semana, mas que o atendimento presencial para qualquer cidadão para questões urgentes é sempre assegurado, tendo em atenção as normais prioridades consoante a gravidade das situações.
A PSP confirmou que os agentes outrora afetos à 12.ª Esquadra “foram distribuídos por outras subunidades” e que estão a ser avaliadas “soluções que visem a reinstalação efetiva da 12.ª Esquadra”.
“Eu ponho-me da ótica do cidadão: é-me absolutamente irrelevante se ali funciona a 12.ª, a 11.ª, a 15.ª, e se formalmente aquilo é considerado uma esquadra ou é considerado uma outra coisa (…). São termos técnicos muito importantes para a operação da PSP, mas do ponto de vista do cidadão é irrelevante. O que eu quero saber é: um cidadão que precisa de uma ajuda se se deslocar lá é atendido ou não é atendido?”, declarou hoje Pedro Duarte, que disse que o “problema está resolvido” se os cidadãos forem na mesma atendidos.
Até agora funcionavam naquele espaço dois serviços da PSP: a 12.ª Esquadra, que fazia atendimento à população, e a esquadra de turismo, habilitada para contactos em língua estrangeira.
Na passada semana, apesar de o Comando Metropolitano o negar, no edifício estava unicamente aberta uma sala onde funciona a esquadra de turismo, constatou no local a Lusa e junto dos agentes de serviço, que especificaram que as pessoas que se estavam a dirigir a estas instalações para reportar algum furto estavam a ser encaminhadas para outras esquadras da PSP, sendo apenas atendidas as pessoas que não falam português.
Pedro Duarte disse hoje preferir “ter 40 polícias na rua do que 40 polícias dentro de uma esquadra”, mas ressalvou considerar que “é importante haver apoio às populações e haver postos de atendimento”.
A PSP explicou à Lusa que as instalações da esquadra de Cedofeita passaram a funcionar também como sede de divisão, uma vez que o imóvel onde esta funcionava anteriormente, no Edifício Rainha Santa Isabel, na freguesia do Bonfim, apresenta um acentuado estado de degradação e deixou de “reunir as condições mínimas de segurança, saúde e dignidade no trabalho”.
O presidente da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP), Paulo Santos, acusou na quarta-feira o Comando Metropolitano do Porto da PSP de “branquear a realidade” ao negar, até então, que o atendimento à população tenha fechado na esquadra de Cedofeita.
Na reunião da Assembleia Municipal do Porto de segunda-feira, o presidente da autarquia, Pedro Duarte, partilhou que a informação que obteve do Comando Metropolitano do Porto da PSP foi a de que, devido ao mau tempo que prejudicou as instalações da PSP no Heroísmo, foi necessário realocar aquele comando para 12.ª esquadra em Cedofeita “e por isso foi também preciso libertar algum espaço dentro dessa mesma esquadra em que os efetivos foram realocados a outras esquadras da mesma freguesia” e que não houve mais nenhuma alteração, assegurando que quem se deslocar até àquela esquadra, na praça Pedro Nunes, será atendido.
“No período noturno, também haverá um polícia. No caso de haver alguma emergência é atendido no momento, com a chamada de um carro de patrulha no imediato, se for algo que não seja emergente, será encaminhado durante o período da noite para outra esquadra da cidade”, acrescentou o autarca.
O atual presidente da União de Freguesias do Centro Histórico do Porto, Nuno Cruz, ameaçou na sexta-feira avaliar a cedência deste edifício à PSP.
“Deixo um recado: se o edifício da extinta junta de Cedofeita não servir a população local, a Junta terá de avaliar se valerá a pena o esforço financeiro da União de Freguesias para ter a PSP naquele edifício”, escreveu Nuno Cruz na sua página oficial da rede social Facebook.