Município do Porto determina abate de 19 árvores por razões de segurança.

No seguimento da queda de uma árvore de grande porte na Avenida dos Aliados, incidente que registou três feridos ligeiros no dia 16 de agosto, a Câmara Municipal do Porto promoveu uma avaliação extraordinária ao arvoredo existente, desenvolvida pelos serviços municipais, identificando várias fragilidades e riscos para a segurança de pessoas e bens. O Município do Porto determina, assim, o abate urgente de 19 árvores, bem como a renovação progressiva do restante arvoredo da Avenida dos Aliados.
A ocorrência de queda de uma árvore de grande porte, registando três feridos ligeiros no final da tarde do dia 16 de agosto, em que decorria, na cidade do Porto, a etapa final da Volta a Portugal, levou os serviços municipais a realizar uma monitorização extraordinária a todo o alinhamento arbóreo da Avenida dos Aliados.
A avaliação técnica identificou fragilidades fitossanitárias graves em 19 exemplares das espécies Acer platanoides ‘Deborah’ e Acer platanoides ‘Crimson King’, como lenho morto, podridões, cavidades, desequilíbrio das copas e risco de rutura.
O parecer técnico dos serviços municipais indica que estas condições comprometem seriamente a estabilidade e a viabilidade dos exemplares, representando um risco para a segurança de pessoas e bens. Os serviços municipais concluíram, ainda, que a realização de podas ou a remoção de pernadas não permitiria garantir a conservação destes exemplares em condições de segurança, podendo mesmo agravar o desequilíbrio estrutural das árvores.
“Esta não é uma decisão de natureza paisagística, é uma avaliação técnica que identifica um risco para a segurança das pessoas. É precisamente por isso que temos de ser rigorosos e atuar preventivamente”, defende o presidente da Câmara Municipal do Porto, Pedro Duarte.
A intervenção será acompanhada por uma estratégia de renovação do alinhamento arbóreo da Avenida dos Aliados. As restantes 37 árvores destas variedades que permanecem no arruamento serão mantidas e continuarão a ser regularmente monitorizadas, sendo prevista a sua substituição gradual, num prazo máximo de dois anos, em função da evolução do respetivo estado fitossanitário e dos riscos aparentes para a segurança de pessoas e bens.
A renovação gradual do arvoredo da Avenida dos Aliados engloba também a reposição de árvores nas 15 caldeiras atualmente vazias, correspondentes a exemplares anteriormente removidos.
Para as novas plantações, a Câmara Municipal do Porto optará pela utilização de exemplares da espécie Quercus coccínea, comummente conhecida como carvalho-escarlate, uma espécie com maior resistência e adaptação às condições urbanas, com maior capacidade para desenvolver copas amplas e equilibradas.
Esta renovação permitirá, simultaneamente, melhorar a adaptação do arvoredo às condições específicas da Avenida dos Aliados e assegurar a coerência paisagística de um dos principais eixos monumentais e representativos da cidade.