O acordo foi assinado esta sexta-feira e entrará em vigor “em breve”.

As bibliotecas municipais dos 17 concelhos da Área Metropolitana do Porto (AMP) vão dar acesso “online” a vários jornais e publicações da imprensa aos seus utilizadores, após uma compra conjunta do serviço Press Reader ter sido esta sexta-feira aprovada.
“É um projeto também muito importante, é um projeto que visa que os 17 municípios, com as suas bibliotecas municipais, deem acesso legal a toda a panóplia da imprensa escrita que existe, disponibilizando-a depois aos seus leitores”, disse esta sexta-feira aos jornalistas Amadeu Albergaria, vice-presidente da AMP.
Falando no final da reunião do Conselho Metropolitano desta sexta-feira, que decorreu na sede da AMP, o também presidente da Câmara de Santa Maria da Feira referiu que alguns municípios já tinham esse serviço, mas sete não.
“A partir de agora, vamos ter os 17 municípios com ganhos de escala e ganhos financeiros também, podendo disponibilizar toda a imprensa aos leitores das nossas bibliotecas em toda a área metropolitana, algo que também é fundamental para a solidez e a saúde financeira dos próprios órgãos de comunicação social”, apontou.
O acordo foi assinado esta sexta-feira e entrará em vigor “em breve”, adiantou.
O primeiro secretário da Comissão Executiva da AMP, Agostinho Branquinho, salientou também na reunião que esta é uma forma de “combater uma forma de pirataria”, uma vez que a divulgação ilegal de publicações da imprensa pela internet é comum.
De acordo com a apresentação do serviço feita na reunião desta sexta-feira, a que a Lusa teve acesso, o serviço dará acesso a mais de 7.000 publicações “em qualquer altura, em qualquer dispositivo” nas 17 bibliotecas da Rede Metropolitana de Bibliotecas Públicas.
O valor global do contrato é de 77.300 euros mais IVA, distribuído pelos 17 municípios, indo desde 2.572 euros para municípios menos populosos como Arouca, São João da Madeira ou Vale de Cambra, até 7.507 euros para os mais populosos como Porto ou Vila Nova de Gaia.
Na reunião desta sexta-feira foi também apresentado o Mapeamento do Setor Cultural da AMP, a cargo do POLOBS — Observatório de Políticas de Ciência, Comunicação e Cultura da Universidade do Minho, tendo sido identificados mais de sete mil ativos culturais.
Este mapeamento antecede o desenvolvimento da futura Plataforma Metropolitana para a Cultura, “destinada a promover o conhecimento, a valorização e a articulação dos recursos culturais do território”, segundo a AMP.